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Operação Atalaia escala 500 militares para atuar em regiões de fronteira

Operação Atalaia escala 500 militares para atuar em regiões de fronteira

Atualizado: Quarta-feira, 15 Junho de 2011 as 12:42

Mais de dez dias após o governo federal anunciar uma fiscalização militar nas regiões de fronteira do país, o trabalho começou esta semana em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. A Operação Atalaia escalou 500 militares.

A barreira do exército foi montada na fronteira com a Bolívia, em frente ao posto fiscal da Receita Federal. Veículos que entram no Brasil por Corumbá passam por uma rigorosa fiscalização. A maior parte dos carros tem placas bolivianas. Os militares verificam a documentação do motorista e do veículo, além de vistoriar a bagagem.

O monitoramento também está sendo realizado na trilha aberta no meio da mata - dentro de uma área militar na fronteira. O local que era utilizado como rota do tráfico e do contrabando está sendo interditado. Em breve o exército deve instalar um alambrado para impedir a passagem de pedestres.

Soldados fiscalizam posto da Receita Federal em

Corumbá (Foto: Reprodução/TV Morena)

  De acordo com o Exército brasileiro, 500 militares da região de fronteira foram escalados para a Operação Atalaia. Eles se dividem em trabalhos de campo e logística. Além dos postos fixos de fiscalização, patrulhas também estão sendo realizadas nas estradas vicinais que dão acesso à Bolívia.

A ação tem apoio de outros órgãos de segurança pública. "Nós estamos em contato direto com a Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental e Força Nacional de Segurança Pública. Todos esses órgãos estão em conjunto nessa operação", afirma o major André Levy.

Além da fronteira, outro posto foi montado na BR-262. Segundo a polícia, a rodovia - único acesso terrestre a Corumbá - é muito utilizada por criminosos para escoar drogas, armas e produtos contrabandeados que são levados para os grandes centros urbanos. "Deveria ser um serviço permanente do exército, evitaria muito a entrada de drogas e armas para dentro do Brasil", comenta o motorista Wagner Tavarez.          

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