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Operação da Polícia Civil tem 11 presos na Rocinha

Operação da Polícia Civil tem 11 presos na Rocinha

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 1:38

A operação da Polícia Civil que acontece na manhã desta terça-feira (19) na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, já prendeu 11 pessoas. A operação segue nesta tarde. O comércio e o trânsito funcionam normalmente na comunidade.

A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, negou que tenha havido vazamento de informações da ação, que pretende cumprir 30 mandados de prisão. Entre eles, o do traficante Nem, que seria o chefe do tráfico no local.

De acordo com a chefe de polícia, no período da manhã foram encontrados quase 3 toneladas de maconha , 42 veículos, duas centrais clandestinas de TV a cabo, uma fábrica de CDs e DVDs piratas, produtos piratas apreendidos em um camelódromo, como roupas e tênis, além de eletrodomésticos. Pássaros Silvestres também foram apreendidos.

Segundo o subchefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, foi preciso mais de 50 policiais para retirar toda a droga encontrada no que seria o maior depósito já encontrado pela polícia na comunidade. As investigações, de acordo com o delegado Rafael Willis, da Polinter, tiveram início há seis meses.     Presos

Segundo o delegado, um dos presos foi encontrado no Rio Comprido, na Zona Norte, um outro foi preso quando se preparava para jogar uma granada na direção de policiais e há na lista também um taxista. "Ele tem livre trânsito fora da comunidade, então é uma pessoa que passa desapercebida. Quando o traficante precisava ir para alguma favela da mesma facção, eles utilizavam esse taxista e também quando precisavam levar armamento", explicou o Willis.

O delegado reitera que o objetivo da polícia é enfraquecer e acabar com o tráfico na região. Além dos traficantes, a polícia faz buscas por parentes, pessoas de confiança dos traficantes e também investiga empresas legalizadas usadas para lavagem de dinheiro do tráfico.

Operação apreendeu cerca de 3 toneladas de drogas na Rocinha (Foto: Fernando Queveo / Agência O Globo)

  "Nessa investigação a gente procurou pegar as pessoas ligadas ao tráfico de entorpecentes e de que forma elas atuavam para ajudar ao trafico a se manter na comunidade. A gente descobriu que havia empresa em nome dessas pessoas, que não tinham patrimônio compatível com aquela atividade", disse Willis.

"A operação visa inibir todas as irregularidades constantes na comunidade. Antes de fazer uma operação desse porte procuramos pontuar os objetivos a serem cumpridos para que a população não seja atingida. A tendência é que tenham mais operações aqui já que já temos alguns pontos mapeados e mandados de prisão pendentes", completou o delegado Marcos Cipriano, da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), que também participa da ação.

Foragidos de comunidade pacificada

A Polícia Civil também  encontrou a casa onde se esconderia o chefe do tráfico do Morro de São Carlos , no Estácio, no Centro da cidade. Mas a casa, que seria do homem conhecido como Coelho, estava vazia. O Morro de São Carlos foi pacificado em fevereiro deste ano.

Segundo Cipriani, entre os presos da ação está um homem também do São Carlos, que era procurado por furto e confessou ter se refugiado na Rocinha por causa da UPP na favela do Centro.

Nem e 'laranja'

A operação seria para cumprir 30 mandados de prisão e de busca e apreensão contra traficantes e parentes do chefe do tráfico na Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Também estaria sendo procurado o presidente da associação de moradores da localidade Barcelos, suspeito de atuar como "laranja" da quadrilha.

Considerado um dos maiores vilões do governo fluminense no projeto de pacificação da Rocinha, Nem, de 34 anos, é apontado pela polícia como chefe do tráfico da favela, que possui cerca de 120 mil habitantes. Em outubro de 2010, o Disque-Denúncia já oferecia uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levassem à prisão do traficante.

Operação começou por volta das 6h

Cerca de 200 policiais de diversas delegacias especializadas participam da ação. O policiais entraram na comunidade por volta das 6h15 e houve muito barulho de fogos de artifício.

Helicópteros dão apoio aos policiais, que entraram na comunidade pela Estrada da Gávea e pela Autoestrada Lagoa-Barra.

O Centro de Operações Rio informa que a circulação de veículos na Autoestrada Lagoa-Barra e no Túnel Zuzu Angel está normal. Mas, como opção, os motoristas podem seguir pela Avenida Niemeyer, em São Conrado.      

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