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Operação na Pedreira tem 4 mortos e apreensão de 450 pedras de crack

Operação na Pedreira tem 4 mortos e apreensão de 450 pedras de crack

Atualizado: Terça-feira, 31 Maio de 2011 as 11:27

Armas e drogas apreendidas durante operação na

Pedreira (Foto: Carolina Lauriano/G1)     Os quatro suspeitos baleados durante uma operação no Morro da Pedreira, em Costa Barros, no subúrbio do Rio, já chegaram mortos ao Hospital estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, segundo informou a Secretaria estadual de Saúde. A operação foi deflagrada depois que um policial militar do 19º BPM (Copacabana) foi morto na noite de segunda-feira (30).

Policiais militares também apreenderam um fuzil, três pistolas e 450 pedras de crack na ação, que começou assim que o dia amanheceu.

De acordo com o coronel Aristeu Leonardo, comandante de policiamento da área, um dos mortos era um forte gerente do tráfico da Pedreira. Ainda não se sabe se os quatro suspeitos mortos tinham alguma relação com a morte do PM.

Ele afirmou ainda que equipes de vários batalhões, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque ocupam 13 pontos do complexo da Pedreira, que compreende, além do Morro da Pedreira, o da Lagartixa, da Quitanda e a comunidade Final Feliz. Eles também contam com o apoio de veículos blindados. A ocupação vai durar por tempo ainda indeterminado.

Comunidades perigosas

O confronto desta terça, quando os suspeitos foram mortos, ocorreu na Quintanda, com PMs do 41º BPM (Irajá). “O Complexo da Pedreira tem tido um histórico de muito roubos e assassinatos de várias pessoas, incluindo policias”, afirmou o coronel.

Segundo ele, em abril uma viatura da Polícia Civil ficou presa na região. “O comandante geral determinou uma operação, cuja gota d’água foi a morte desse policial ontem, de maneira covarde”, disse ele.

O policial ficou sem combustível quando voltava para casa, na Avenida Pastor Martin Luther King Júnior, e foi surpreendido por traficantes do Morro da Pedreira, que perceberam a arma do policial.Ele foi rendido e levado pelos criminosos para dentro da favela, onde foi morto com vários tiros.

O coronel descreveu com mais detalhes como ocorreu a morte do colega. “Ele estava indo em direção à casa da mãe, quando o veículo deu uma pane. Ele com um companheiro se deslocaram com uma combe e ficaram na estação Rubem Paiva, quando ele resolveu comprar combustível para colocar no veículo. Quando se aproximou, haviam duas pessoas mexendo no veiculo dele. Ele foi sequestrado para o interior da favela e ali já foi devidamente baleado e depois foi colocado num outro veículo”, contou.          

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