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Operação no Camelódromo já tem 3 caminhões com material apreendido

Operação no Camelódromo já tem 3 caminhões com material apreendido

Atualizado: Quinta-feira, 27 Janeiro de 2011 as 12:52

A maior operação contra a pirataria desencadeada no Rio, em andamento desde quarta-feira (26) no Mercado Popular da Rua Uruguaiana (Camelódromo), no Centro da cidade, já lotou três caminhões com material falsificado e contrabandeado. Segundo a delegada Valéria de Aragão, da Delegacia de Repressão a Crime Contra Propriedade Imaterial (DRCPIM), um comerciante foi preso em flagrante. A operação prossegue até sexta-feira (28).

De acordo com a delegada, o homem, que estava num boxe vendendo produtos pirateados, já tinhas dois antecedentes criminais. Ele foi preso no final da tarde de quarta-feira (27).

Valéria de Aragão explicou que o material que recolhido está sendo dividido em três caminhões: um que vai com produtos contrabandeados, que segue para um depósito da Receita Federal, outro com material falsificado, que vai para um depósito em São Paulo das associações antipirataria, e um terceiro com material vendido ilegalmente.

A grande maioria das apreensões é de CDs e DVDs. Mas também foram recolhidos tênis, roupas, óculos e relógios falsificados.     “Já vistoriamos os boxes das quadras B e C. Agora vamos priorizar os boxes onde nosso serviço de inteligência apurou que estão em situação irregular. Infelizmente, a grande maioria dos boxes tem algum tipo de ilegalidade. Mas estamos trabalhando para que o Camelódromo não seja mais um reduto de pirataria”, disse Valéria de Aragão.

A delegada comemorou o fato de a operação estar sendo um sucesso. Estão em ação 120 policiais, 40 fiscais da Receita Federal, 20 oficiais de justiça e cerca de cem pessoas das associações antipirataria.

Base fixa da polícia

Na quarta-feira (26), o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowsky, confirmou que assim que a operação terminar, uma base fixa da Polícia Civil será montada no local, para combater a venda de produtos falsificados e contrabandeados. Segundo Turnowsky , o objetivo é fiscalizar, diariamente, a chegada e a venda de mercadorias piratas. “Com isso a gente espera, pela primeira vez, de uma forma consistente, zerar a venda de produtos piratas na Uruguaiana”, concluiu.

A polícia também espera expandir o projeto para outros mercados populares, como o Mercado de Madureira.    

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