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Ouvidoria quer que Alckmin proíba PMs de socorrer feridos em confronto

Ouvidoria quer que Alckmin proíba PMs de socorrer feridos em confronto

Atualizado: Quinta-feira, 7 Abril de 2011 as 1:33

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo vai reivindicar ao governador Geraldo Alckmin que apenas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros atendam pessoas feridas ou mortas em confrontos com a polícia, segundo o ouvidor Luiz Gonzaga Dantas.

  Em março, dois PMs foram vistos e denunciados ao 190 quando executavam um homem, ex-presidiário, dentro de um cemitério em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. O ouvidor quer conversar com familiares das vítimas e com as testemunhas para acompanhar o caso, paralelamente à Justiça. Gonzaga diz que um dos PMs envolvidos estava sendo investigado pela Corregedoria desde 2008 porque esteve presente em outros três casos de resistência seguida de morte.

Segundo o ouvidor, proibir os policiais de fazer o socorro às vítimas por eles atingidas pode diminuir a letalidade da ação policial.

"Vamos enviar um ofício ao governador solicitando a ele que através de uma norma ele decrete a proibição de policiais militares fazerem socorro das vítimas em que estão nestes supostos confrontos. Há muitas denúncias na Ouvidoria sobre a conduta desses policiais e alguns depoimentos dizem que não houve tiroteio nenhum, mas execução", diz Gonzaga. "Alguns policiais agem por vingança. Eles são agentes do estado, que não pode ser vingativo", afirma.

Em todo o ano de 2010, 495 pessoas morreram em São Paulo durante confrontos com a Polícia Militar. O número é menor que o registrado em 2009, quando houve 524 mortes, mas maior que o de 2008, quando 371 pessoas foram mortas por policiais militares. A Ouvidoria enviou o relatório sobre o segundo semestre de 2010 à Secretaria de Gestão e deve divulgar os dados nas próximas semanas.      

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