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Paciente que acusa médicos de omissão de socorro recebe alta

Paciente que acusa médicos de omissão de socorro recebe alta

Atualizado: Terça-feira, 29 Junho de 2010 as 8:55

Uma menina de 10 anos, cuja mãe acusou dois médicos do Posto de Atendimento Médico (PAM) de Irajá, no subúrbio do Rio, de omissão de socorro , recebeu alta nesta segunda-feira (28). Ela estava internada no Hospital Geral de Bonsucesso, também no subúrbio. Segundo a unidade, a paciente teve gastroenterite.

Na madrugada de sábado (26), os dois médicos foram levados até a delegacia. O sindicato dos médicos deu outra versão ao caso e criticou a ação dos policiais. Renata da Silva Santos, a mãe da menina, contou que procurou o posto, preocupada com o estado de saúde da filha, mas não passou da recepção.

“Eles nem olharam a minha filha. Ela estava passando muito mal, vomitando muito. Liguei do meu celular e pedi socorro para a polícia”, afirmou a Renata.

A mãe diz que, por não conseguir atendimento, chamou a polícia. O deputado estadual Pedro Fernandes Neto afirma que chegou antes dos policiais, levando um amigo, que também precisava de atendimento. Ao ver a situação, foi verificar o que acontecia.

“O que mais me deixou surpreso foi entrar na sala dos médicos e ver que eles estavam com a perna para o alto vendo televisão” afirmou o deputado.

Caso não era de emergência, diz sindicato

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, havia quatro profissionais de plantão. Um pediatra, que estava com um paciente em estado grave, e três clínicos gerais. O pediatra teria chegado a atender a menina, rapidamente, mas pediu que a mãe esperasse um pouco, porque o caso dela não era uma emergência.

Segundo o presidente, quem chamou a polícia foi o deputado. Ele também disse que como os médicos foram levados para a delegacia, várias pessoas que procuraram a unidade de madrugada não conseguiram ser atendidas.

Apresentação

Jorge Darze anunciou que o sindicato vai entrar com uma apresentação na corregedoria da Assembleia Legislativa do Rio contra o deputado Pedro Fernandes Neto e outra na corregedoria da Polícia Militar, por abuso de autoridade e constrangimento.

“Vieram para cá quatro carros da PM, com policias fortemente armados. Criaram uma situação absurda”, reclamou Darze.

Os médicos foram liberados depois de três horas de depoimento na delegacia. A mãe da menina será ouvida pela polícia. A Secretaria municipal de Saúde também vai abrir sindicância para apurar o caso.

Postado por: Cristiano Bitencourt

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