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Pacientes esperam até 14 horas por atendimento na rede pública no DF

Pacientes esperam até 14 horas por atendimento na rede pública no DF

Atualizado: Quarta-feira, 23 Novembro de 2011 as 3:59

Pacientes disseram que esperaram até 14 horas depois de fazer a ficha na recepção para serem atendidos no Hospital Regional do Guará (HRGu), na madrugada desta quarta-feira (23).

No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), também durante a madrugada, havia pessoas que afirmaram estar aguardando desde as 8h desta terça-feira.

Ao questionar a demora de 14 horas, o lavador José Irineu disse que recebeu a informação de que o atendimento estava lento. “O que eles justificaram para todo mundo era que o médico estava devagar. Só isso”, contou. No quadro de escala havia dois clínicos de plantão.

O pintor Sebastião da Silva disse que chegou meia-noite ao Hospital do Guará. “Fiz a ficha da minha filha e vi as pessoas das 10h [de terça-feira] serem atendidas.” Idosos não receberam tratamento prioritário. “Fiquei mais de dez horas esperando”, informou uma senhora.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que o HRGu contava com três clínicos de plantão na noite desta terça-feira (22) e afirmou que a ficha mais antiga estava com horário das 22h.

Na emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), depois de longa espera, algumas pessoas tiveram o procedimento interrompido por falta de material.

“O pessoal entrou para ser atendido com o pé quebrado e eles tiveram que sair para comprar gesso. Você paga hospital particular para ter isso. Agora ter que pagar o material no hospital do governo realmente é um absurdo”, opina a aposentada Adriana Alves.

Segundo a Secretaria de Saúde, foi feita solicitação de compra de gesso para abastecer toda a rede e o fornecedor tem 10 dias para entregar o material.

A dona de casa Silmair Oliveira acompanhava o marido com o pé sangrando. Ela contou que o paciente não recebeu nem curativo. “O médico está aqui, mas disse que não tem como fazer.”

A recepção do pronto-socorro também estava cheia. Ninguém informou quantos médicos estavam de plantão.

A dona de casa Irisnéia Ribeiro foi orientada pelo médico a ir para casa, mesmo grávida de nove meses, com a bolsa rompida e sangrando. “Me mandaram ir embora, mesmo eu estando desse jeito. Não vou, tenho que ficar, não tenho condições de ir.”

A Secretaria de Saúde informou que o bebê da dona de casa nasceu às 10h23 desta quarta, de parto normal e que mãe e filho passam bem. De acordo com a assessoria, durante toda a noite foram realizados cinco partos normais, uma cesariana e duas curetagens no Hospital Regional de Taguatinga. Três ginecologistas estavam escalados no plantão das 19h às 7h da manhã.      

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