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Pai, procurava filho após ato na USP encontra o rapaz na casa da mãe

Pai, procurava filho após ato na USP encontra o rapaz na casa da mãe

Atualizado: Quarta-feira, 9 Novembro de 2011 as 3:36

Carlos Henrique discursa em evento

da UNE (Foto: Arquivo pessoal) Depois de mais de 24h sem contato com o filho , o professor de história Heitor Claudio Silva disse no início da tarde desta quarta-feira (9) que o diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) Carlos Henrique Leite Silva, de 22 anos, foi encontrado e está bem. Segundo o pai, o jovem esteve todo o tempo na casa da mãe. “Ainda não falei com meu filho e não sei por que ele fez isso, mas sei que está bem.”

O professor, que leciona na da Escola Estadual Guilherme de Almeida, ligou para a mãe do menino e só assim soube do paradeiro dele. Ele procurava Carlos Henrique desde terça (8), quando houve o protesto realizado em frente à reitoria da Universidade de São Paulo (USP).

O diretor da UNE havia sido visto pelo pai em uma foto em um site de notícias, por volta das 7h de terça. Na noite do mesmo dia, o professor postou uma mensagem no Facebook dizendo que registraria boletim de ocorrência do desaparecimento do filho depois de 24h sem notícia. Ele chegou a procurar a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O senador Eduardo Suplicy (PT) também entrou no caso e disse que conversou com a secretária de Justiça de São Paulo, Eloísa Arruda, e com o secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para solicitar informações sobre o jovem.

Nesta terça, 72 pessoas - a maioria estudantes - foram presas pela Polícia Militar e indiciados por danos ao patrimônio público e descumprimento de ordem judicial durante a reintegração de posse do prédio da reitoria da USP. Eles foram soltos na madrugada desta quarta após pagamento de fiança.

“Os dois celulares dele estão desligados. Os manifestantes da ocupação que foram detidos disseram que não viram meu filho por lá [no 91º DP, no Ceasa]”, disse o pai no fim desta manhã. Carlos Henrique é estudante de história na USP. Ele mora no Conjunto Residencial da USP (Crusp) e, segundo o pai, chegava ao prédio quando a Polícia Militar começou a ação de reintegração de posse da reitoria da USP. “Ele não estava na ocupação no dia da reintegração, mas foi visto conversando com um policial”, afirma o pai.

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