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Para advogado da família de menina morta por jet ski, suspeito deve ir à 'Febem'

Para advogado da família de menina morta por jet ski, suspeito deve ir à 'Febem'

Atualizado: Quinta-feira, 23 Fevereiro de 2012 as 8:39

Fernanda Simas, enviada a Bertioga

O advogado da família de Grazielly Lames, 3 anos, que morreu depois de ser atropelada por um jet ski no último sábado em Bertioga, quer saber se houve omissão de socorro por parte do adolescente que estaria no jet ski e de sua mãe.

 

"Queremos saber se no momento em que mãe de Grazielly estava com a criança no colo, esperando pelo helicóptero [Águia], eles estavam fugindo", afirmou o advogado José Beraldo.

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Segundo Beraldo, teria havido autorização para que o adolescente de 13 anos pegasse o jet ski e por isso ele deseja que o inquérito policial seja concluído como homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar).

"Esta comprovado que esse adolescente infrator, aliás meu desejo é que ele fosse para a antiga Febem para pensar no que fez, estava inclusive usando colete salva-vidas", disse Beraldo.

O advogado explicou que o garoto responde por ato infracional, podendo sofrer desde uma advertência até uma internação. "Mas o responsável legal que deu permissão, emprestou o jet, é responsável criminal e civilmente."

Para Ariel de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Especial da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o dolo eventual pode ser configurado caso o adolescente estivesse fazendo manobras arriscadas no meio dos banhistas e em alta velocidade, "uma conduta abusiva e imprudente".

"Sendo homicídio doloso, o adolescente pode receber um medida socioeducativa de semi-liberdade ou até internação. Para aplicar a medida socioeducativa o Judiciário leva em conta o que é mais adequado para um adolescente com respaldo familiar e sem antecedentes infracionais, como parece ser no caso", explica Alves.

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Na tarde desta quinta-feira, os pais de Grazielly prestaram depoimento na delegacia de Bertioga. "Queria que a mãe dele colocasse o filho dela no lugar do minha filha e aí ela saberia o que é sofrimento", disse a mãe de Grazielly, em entrevista coletiva.

“Se tivesse tido socorro mais cedo, certamente eu estaria com a minha filha”, completou. Ela afirmou que a família do adolescente não entrou em contato e não prestou nenhum tipo de socorro, mas confia na Justiça.

Uma testemunha ocular do caso, que possivelmente gravou um vídeo do momento do acidente, deve depor nesta sexta-feira em Bertioga.

Beraldo também quer saber por parte da Capitania dos Portos como é feita a fiscalização no local. Ele foi assistente de acusação no julgamento de Lindemberg Alves, condenado pela morte de Eloá Pimentel.

Investigação

De acordo com delegado Maurício Barbosa Júnior, que investiga a morte de Grazielly Almeida Lames, a polícia já tem a comprovação de que a mãe do adolescente estava com ele na casa de Guaratuba e fugiu com o garoto após o ocorrido. Câmeras de segurança do condomínio na praia registraram a saída.

"Ela (mãe) pode responder por favorecimento pessoal por ter sido vista saindo da casa com o filho, mas isso é na esfera jurídica", afirmou Júnior.  


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