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Para Datena, Serra diz que bandido tem que ser combatido com dureza

Para Datena, Serra diz que bandido tem que ser combatido com dureza

Atualizado: Terça-feira, 27 Abril de 2010 as 12

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, defendeu nesta segunda-feira o endurecimento das leis criminais e pediu a revisão da progressão de pena. Segundo ele, bandido deve ser combatido com dureza.

"Sou a favor dos direitos humanos. Mas, bandido tem que ser combatido e enfrentado com dureza. O governo tem que peitar dentro do Congresso e chamar a opinião pública para apoiar", afirmou em entrevista ao apresenta José Luis Datena, do programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes.

Pela segunda vez em dois meses, o ex-governador de São Paulo é entrevistado pelo apresentador. Na semana passada, Datena conversou com a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Serra defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública, que ficaria responsável por funções hoje em parte feitas pelo Ministério da Justiça.

Sobre a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial, Serra preferiu não comentar. "Sapo de fora não chia. Isso aconteceu dentro da aliança deles. Claro que eu prefiro que o Ciro fale bem de mim do que o contrário. Mas eu preferi não opinar nisso, porque eu não sei os desdobramentos."

Serra disse que a disputa eleitoral deste ano é com Dilma e a senadora Marina Silva (PV-AC) e não com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não vou atacar Lula. Não ataquei nem quando ele não tinha toda essa popularidade."

O pré-candidato lembrou sua experiência administrativa e eleitoral depois de oito disputas. "Eu não sou trouxa. Eu sei governar. Se você for para o governo fazer picuinha com quem foi antes, você prejudica a população", afirmou.

Serra defendeu a ampliação do Bolsa Família e a relacionou com a melhora na educação. "Vou fazer uma revolução no Brasil com a questão do ensino profissional", afirmou. A resposta mereceu um comentário irônico do Datena. O ex-governador também voltou a defender o mandato de cinco anos sem reeleição.

Ele não quis comentar as criticas do pré-candidato petista ao governo Aloizio Mercadante às enchentes em São Paulo. De acordo com o ex-governador, as enchentes foram uma calamidade natura. "Responder ao Mercadante é um atraso de vida. Eu não sou candidato a governador, e ele é. Ele vai ficar falando, falando."

Política externa

Serra criticou o apoio do governo Lula ao Irã. "O Irã tem uma ditadura, é regime ditatorial que condena manifestantes à força. Tem que ter relação comercial, mas acho errado dar suporte político ao Irã", afirmou.

Segundo o pré-candidato, o Brasil tem boa engenharia nuclear, o que é importante para a medicina, energia elétrica, por exemplo. No entanto, ele avalia que o país não tem que fabricar bombas porque não tem inimigos.

O ex-governador defendeu uma melhor discussão sobre a usina hidrelétrica de Belo Monte. "Sou a favor de Belo Monte produzindo energia. Mas não pode ser atropelado. Tem problema econômico e de procedimento."

Karaokê

Ao final do programa, o apresentador José Luiz Datena pediu para Serra cantar uma música. E lembrou que Dilma escolheu o tango "El dia en que me queiras" na entrevista da semana passada. Serra escolheu "Chega de saudades" para cantarolar.

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