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Para Maluf, políticos têm de exercer cargo por 'vocação', não por salário

Para Maluf, políticos têm de exercer cargo por 'vocação', não por salário

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 10:42

Parlamentares eleitos para o próximo mandato no Congresso Nacional, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), eleito para o Senado, e Paulo Maluf (PP-SP), reeleito para a Câmara, cometaram na noite desta quarta-feira (15) o reajuste de salário aprovado nesta tarde pelo Senado para os parlamentares e o presidente da República. Ambos participam da Cerimônia de entrega do Prêmio "Os Brasileiros do Ano" da revista IstoÉ, em São Paulo.

Na análise de Maluf, mesmo que atividade parlamentar não fosse remunerada, ele exerceria a atividade política: "Eu acho que a classe política, o deputado, o ministro de Estado, o presidente da República, o vice-presidente, eles devem exercer o cargo porque têm vocação, não porque têm salário. De maneira de que com R$ 11 mil, R$ 12 mil eu estava sempre em Brasília. Não é porque aumentou para R$ 20 líquidos que eu vou ir mais a Brasília", disse o deputado.

Maluf foi absolvido na terça-feira (14) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo da acusação de compra superfaturada de frangos em 1996, quando era prefeito da capital paulista. Ele tenta agora, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garantir sua diplomação na sexta-feira (17). "Decisão da Justiça você não comenta, você cumpre. Eu foi inocentado pelo Tribunal de Justiça. Essa é uma decisão definitiva, portanto, o objeto da impugnação eleitoral acabou. Eu não tenho condenação".

Já o senador eleito Aécio Neves evitou entrar em detalhes sobre o reajuste.Na análise do tucano, é preciso ter "cautela". "Eu, no meu tempo como dirigente da Câmara, que tinha responsabilidade, sempre tive muita cautela nos aumentos. Aqueles que conviveram naquele tempo vão se lembrar disso. É importante que se tenha muita cautela quando se fala em aumento de salário de autoridades". Aécio ainda falou que, quando assumiu o governo, o salrário era de R$ 19 mil. "Quando terminei o governo era de R$ 10,5 mil", disse.

Por: Thiago Guimarães

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