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Para procurador-geral, "saques aos cofres públicos" continuam no DF

Para procurador-geral, "saques aos cofres públicos" continuam no DF

Atualizado: Quinta-feira, 1 Julho de 2010 as 9:39

Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar na noite desta quarta-feira (30) pedido de intervenção no Distrito Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que o suposto esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal no governo do DF, que ficou conhecido como mensalão do DEM, continua em atividade.

''Nós continuamos a ter na estrutura do DF um esquema de corrupção montado e que precisa ser desarticulado. O MP continuará atuando da mesma forma, com a mesma energia no sentido de punir e responsabilizar todos os envolvidos nesses verdadeiros saques aos cofres públicos do DF', afirmou o procurador-geral.

Na semana passada, ao dizer que havia "indícios" de que o suposto esquema permanece em atividade, o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), não quis comentar as declarações do procurador-geral.

Na defesa que a Procuradoria do Distrito Federal fez contra o pedido de intervenção, porém, o governo do DF alegava que as instituições funcionavam normalmente e que medidas haviam sido tomadas para corrigir os problemas apontados em contratos, por exemplo.

O pedido de intervenção foi feito pela PGR, em fevereiro, depois da prisão do então governador, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), devido às investigações da PF sobre o suposto esquema de pagamento de propina envolvendo parlamentares e membros do Executivo do DF.

Gurgel disse ainda que a PGR aguarda a conclusão de perícias realizadas pela Polícia Federal para encaminhar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a denúncia contra os envolvidos no suposto esquema.

Crise

O Distrito Federal enfrenta uma crise política desde que a Polícia Federal deflagrou, em novembro de 2009, a Operação Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de propina no governo distrital, envolvendo o primeiro escalão do Executivo e o Legislativo local.

As denúncias levaram à prisão e afastamento do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) por tentativa de suborno de uma testemunha do caso em fevereiro. Dias depois, o vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM) renunciou ao cargo, assumindo interinamente o então presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima.

Durante a prisão, Arruda teve o mandato cassado pelo TRE-DF por infidelidade partidária, deixando vago o cargo. José Roberto arruda foi solto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 12 de abril, após dois meses preso.

Por Débora Santos

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