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Para Tatto, PT não pode ‘ter arrogância’ de recusar o PSD em SP

Para Tatto, PT não pode ‘ter arrogância’ de recusar o PSD em SP

Atualizado: Domingo, 12 Fevereiro de 2012 as 11:04

Fred Raposo e Adriano Ceolin, iG Brasília

Novo líder petista diz que Executivo é ‘insaciável’ por votação de projetos e que Câmara às vezes precisa de ‘freio de arrumação&

Escolhido novo líder do PT na Câmara com objetivo de turbinar a campanha de Fernando Haddad pela prefeitura de São Paulo, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirmou ao iG que o partido “não pode ter arrogância” de recusar apoio do PSD na disputa. A aliança com a legenda do prefeito Gilberto Kassab para eleger Haddad é chancelada pelo presidente Lula. Mas ainda encontra resistências dentro do PT, como a da senadora Marta Suplicy (PT-SP), uma das principais puxadoras de voto na capital paulista, que disse temer “acordar de mãos dadas” com Kassab.

 

“Não podemos ter a arrogância de recusar apoio. Quem quiser vir nesse projeto que venha”, ressalta Tatto. O petista assinala, contudo, que o principal obstáculo na parceria com PSD vem do próprio partido de Kassab. “O Kassab não nos coloca no primeiro plano. O compromisso dele é com o Serra”, diz, referindo-se à possibilidade de candidatura do tucano José Serra.

Eleito em meio a um racha do partido na Câmara, Tatto reconheceu que contou com a ajuda de Lula para chegar à liderança do PT. “O presidente Lula ligou para o José Guimarães (PT-CE) e ele de pronto aceitou (ceder a liderança). Ficou um clima bom”, destaca o parlamentar, que no ano passado abdicou da pré-candidatura à prefeitura de São Paulo em favor de Haddad.

Tatto saiu ainda em defesa do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que, contrariando o Planalto, suspendeu durante a semana a votação do Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp). “Foi um freio da arrumação”, sustenta. “O governo sempre quer votar tudo. O Executivo é insaciável quando manda projeto para cá”.

Em relação ao rodízio pela Presidência da Casa, em 2013, o líder petista afirmou que está mantido o acordo com o PMDB, que indicará o sucessor de Marco Maia. “Acordo tem que ser cumprido”, diz. Sobre o virtual candidato peemedebista ao cargo, o líder Henrique Eduardo Alves (RN), que recentemente teve atritos com o Planalto, Tatto afirma: “Ele é confiável. O PMDB está conosco”.


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