MENU

Paralisação de médicos afeta atendimento e divide opiniões

Paralisação de médicos afeta atendimento e divide opiniões

Atualizado: Quinta-feira, 7 Abril de 2011 as 1:10

O movimento em consultórios médicos visitados pelo G1 nas primeiras horas desta quinta-feira (7) aponta que a paralisação da categoria modificou a rotina de médicos, funcionários e pacientes. A reportagem visitou estabelecimentos em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo e no Rio de Janeiro.

Nessas capitais, o atendimento foi ao menos parcialmente afetado. “Vamos parar tudo. Em respeito aos pacientes, bloqueei minha agenda só para aderir ao movimento”, explicou o cardiologista João Batista, que mantém consultório em Salvador.

Mas houve profissionais que preferiram manter a rotina, mesmo concordando com a reivindicação. “Estou em um momento da vida em que preciso fazer dinheiro. Já fui para a rua, já fiz passeata, já fiz manifestações, e ainda vou fazer, mas eu preciso trabalhar no momento”, disse o nefrologista Mauro Marrocos, que atende em São Paulo.

Até por volta das 11h, não havia um balanço  do movimento. A Associação Médica Brasileira estimava no começo desta quinta uma adesão de 70% dos médicos. O grupo pretende suspender por 24 horas o atendimento a pacientes de operadoras de planos de saúde.

A categoria reivindica reajuste no pagamento feito pelos planos e menos interferência dos convênios no tratamento dos pacientes. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora dos planos de saúde no Brasil, não tinha até o fim da manhã informações sobre a quantidade de médicos que teriam aderido à manifestação.

Os pacientes encontrados nos consultórios nesta manhã também se dividiram entre o apoio à paralisação e as críticas. Em todas as capitais visitadas, não foram encontrados casos de pessos que perderam viagem. Os sindicatos orientaram os médicos a remarcar todas as consultas.      

veja também