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Parque Tecnológico de BH terá a participação da Fiocruz Minas

Parque Tecnológico de BH terá a participação da Fiocruz Minas

Atualizado: Segunda-feira, 28 Junho de 2010 as 12:07

Mais um passo é dado para o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) sair do papel. Será assinado nesta segunda-feira acordo entre o Centro de Pesquisas Renée Rachou, braço mineiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas), e o BH-TEC para a construção da sede da instituição e do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia em Saúde (CDTS), orçado em R$ 80 milhões.   A Fiocruz Minas, que anunciou em outubro interesse em se transferir para o parque, formaliza definitivamente a mudança de endereço, sendo a primeira a dar seu voto de confiança à instituição que promete ser reduto de   empresas   voltadas para a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias. Ao firmar acordo com o centro de pesquisa, o BH-TEC aproveita a oportunidade para tentar fisgar novos parceiros e divulga edital de chamada pública para interessados em participar do parque. A transferência da Fiocruz Minas para o BH-TEC, localizado na Avenida Carlos Luz, no Bairro Engenho Nogueira, na Pampulha, é um importante fator para alavancar a implantação do parque, previsto há mais de 15 anos para a capital e que enfrentou, nos últimos quatro, percalços e entraves legais. A fundação desenvolve estudos ligados à saúde do brasileiro, focados em doenças negligenciadas, como a malária e a doença de Chagas. Além da sede, num prédio de 24 mil metros quadrados, o projeto inclui a construção do CDTS, gerido em conjunto com o BH-TEC, com o desafio de ligar pesquisa e mercado.Vacinas, drogas, diagnósticos e outras tecnologias serão alguns dos produtos do centro, que funcionará como uma plataforma aberta para pesquisadores, com estrutura completa para o desenvolvimento dos estudos. O diretor da Fiocruz Minas, Rodrigo Côrrea de Oliveira, destaca que a entrada no parque representa avanço para a instituição. “É um processo importante que nos leva a um novo patamar de integração dentro do polo tecnológico de BH e de Minas, além de ser uma oportunidade de nos aproximar da universidade (UFMG, que cedeu o terreno, está situada em frente ao parque)”, afirma. Com recursos do governo federal, o investimento para a obra é de R$ 80 milhões, que devem começar entre março e abril de 2011. A estimativa é concluir a construção até 2014. O desafio agora é trazer novos parceiros para integrar o parque. Hoje, o BH-TEC lança edital de chamada pública para interessados em fazer parte do empreendimento. A proposta é   para empresas   que queiram se estabelecer no prédio onde funcionará a sede administrativa do BH-TEC. A edificação, de 8,1 mil metros quadrados, deverá ficar pronta entre outubro e novembro, de acordo com o presidente da instituição, Francisco César Barreto, e tem 2,5 mil metros quadrados de área livre para receber centros de pesquisa,   empresas   e entidades que desenvolvam trabalhos relacionados à inovação e à tecnologia. “Os interessados deverão fazer suas propostas e elas serão analisadas por duas comissões, uma científica e outra administrativa. As   empresas   terão espaços que variam de 40 a 400 metros quadrados”, afirma. Planos   Futuramente, também serão abertos editais para empresas interessadas em ter uma sede própria, como a Fiocruz Minas, já que um terço da área de 556 mil metros quadrados terá essa finalidade. Junto com a fundação, outra possível âncora do BH-TEC será o Centro Multidisciplinar de Microtecnologia e Nanotecnologia (Cminas). O projeto é para a implantação da maior sala limpa, sem partículas suspensas, da América Latina. Em 1,8 mil metros quadrados, haverá estrutura completa para o desenvolvimento de estudos relacionados à nano ou micro manipulações. Num trabalho coordenado por professores da UFMG, a ideia também é instalar no parque tecnológico a primeira planta latino-americana de produção em escala pré-industrial de nanotubos de carbono.Criado em 2005, o parque tecnológico é uma associação privada de caráter científico, tecnológico e educacional, sem fins lucrativos, fruto de parceria entre prefeitura, UFMG, governo de Minas, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae). Seu processo de instalação foi repleto de percalços. A UFMG doou o terreno, na região da Pampulha, mas ele não estava regularizado. Foi preciso aprovar uma lei municipal específica para ocupação e atender condicionantes ambientais necessários à concessão de licença para construção. Bioinformática A Fiocruz Minas inaugura, hoje, o Centro de Excelência em Bioinformática (CEBio), primeiro no estado focado no desenvolvimento de estudos em que a informática é usada em prol da saúde. Um dos enfoques é a pesquisa do genoma humano. Com investimento de R$ 2,5 milhões, o CEBio é uma parceria entre a fundação e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

Postado por: Cristiano Bitencourt

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