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Passageira achou que barca fosse afundar após acidente em Niterói

Passageira achou que barca fosse afundar após acidente em Niterói

Atualizado: Segunda-feira, 23 Agosto de 2010 as 11:49

Ainda muito abalada, a estudante de Direito da UFF Amanda Diniz, de 19 anos, falou sobre o acidente com um catamarã na manhã desta segunda-feira, perto da estação de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

"Foi horrível, todo mundo correu, a gente não sabia se era arrastão ou se a barca ia afundar", contou ela.

A estudante afirmou ainda que não houve orientação dos funcionários durante a colisão com o catamarã Ingá II .

A concessionária Barcas S.A. informou que ao sofrer a pane elétrica, o comandante da embarcação optou por uma manobra de emergência e parou nas pedras próximo do cais. Segundo a concessionária, o catamarã não colidiu com nenhuma outra embarcação. Ao atracar nas pedras, ela ficou encalhada e teve de ser puxada por um outro catamarã, para fazer a manobra e atracar no cais. Os passageiros puderam desembarcar.

A embarcação está passando por uma perícia.

Segundo a concessionária, 16 passageiros e dois tripulantes ficaram feridos. Eles foram levados por ambulâncias para o Hospital Azevedo Lima e para o Centro Policlínico de Niterói.

Em nota, a Capitania dos Portos, informou que uma equipe de inspetores foi designada para apurar o acidente e será aberto um inquérito administrativo. O resultado deverá sair em 90 dias.

'Eles sabiam que ia bater', diz passageira. "Tinha gente ferida, gente desmaiando e não tinha ninguém para avisar. A orientação deles era 'fiquem com calma', mas como vai manter a calma?", reclamou Amanda. Ela disse que a orientação para colocar os coletes foi dada após o acidente.

"O desespero era tão grande, porque a gente não sabia que ia bater, e eles sabiam que ia bater, tanto é que eles desviaram para não acontecer algo mais grave", disse ela.

Uma das amigas de Amanda que estava com ela no momento do acidente ficou com a mão direita arranhada e inchada. A estudante de medicina veterinária Bruna Scalzilli também reclamou da falta de orientação do comandante da barca.

"A gente só viu todo mundo correndo e a gente correu também, ninguém falou nada. Só deu tempo de eu me escorar num banco", contou Bruna.

Outro passageiro que afirmou que houve descaso por parte da tripulação foi o webdesigner César Alves.

"Em nenhum momento a barca informou 'coloquem seus coletes'. O atendimento foi muito depois da batida. Nós mesmo colocamos os coletes. Ninguém avisou nada", disse ele.

O gerente de atendimento ao cliente da Barcas S.A., Mário de Góes disse que há sistema de comunicação com os usuários mas não soube afirmar se foi utilizado. "Você entende que as pessoas em estado de pânico, elas não conseguem ouvir mesmo", disse ele.

Segundo César, muitas pessoas foram arremessadas. "Achamos que ela estava desviando de algum barco. Mas de repente as pessoas vieram correndo dizendo 'vai bater, vai bater'. Quando a gente olhou o horizonte, a gente viu as pedras. Muitas pessoas que estavam em pé na hora do impacto foram arremessadas muito longe, os funcionários da lojinha também foram, tinha vidro quebrado", relatou o webdesigner.

Circulação volta ao normal

A concessionária informou também que a travessia entre Rio e Niterói já voltou ao normal e que o intervalo entre as barcas é de 15 minutos. A empresa disse ainda que não há mais filas na estação Araribóia, em Niterói. Por causa do acident e , a concessionária informou que o tempo médio de embarque em direção à Praça VX, no Rio,  chegou a ser de aproximadamente uma hora. Houve grande concentração de passageiros na estação Araribóia, em Niterói, onde a fila se estendeu por boa parte do calçadão da orla.

A Agência reguladora de transportes, Agetransp, informou que instaurou processo regulatório sobre o incidente.

Postado por: Thatiane de Souza

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