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Passageiros de SP reclamam da má conservação dos pontos de ônibus

Passageiros de SP reclamam da má conservação dos pontos de ônibus

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 12:12

Quem depende do transporte público em São Paulo não reclama apenas da superlotação e atrasos. O problema começa antes do embarque, nos pontos de ônibus. Os passageiros têm que esperar a condução pegando chuva, sol, com frio e em calçadas sem nenhuma proteção. Tudo isso porque os pontos de ônibus da capital são mal conservados. Alguns não possuem nem sinalização.

Maria Solange Silva, grávida de seis meses, disputa lugar na calçada na hora de esperar o ônibus. “Tem que trabalhar. Então a gente tem que enfrentar o frio, o tempo, sem proteção”. Às vezes, os passageiros precisam ficar no meio da rua. “Tem que ficar no meio da rua. Às vezes [o ônibus] nem passa no ponto de tão cheio”, conta a empregada doméstica Rosa Maria Longuinho. Para Arani Jesus Silva, o ponto perfeito teria banco e cobertura contra as chuvas, exatamente como os pontos de ônibus da Avenida Paulista. “Se for um bairro mais nobre, o ponto é melhor. Periferia, bairros mais distantes da região central são piores”, fala a auditoria domiciliar Talita Lúcia de Castro.

Na Rua Solar, Jardim América, Zona Norte da capital, o ponto de ônibus é identificado por um poste de madeira. Quando chove, as pessoas têm que entrar embaixo de uma marquise que cabem duas pessoas. “Eles podiam fazer muita coisa diferente. Cobrir, colocar alguma coisa identificando, porque você vê senhoras de idade, mulheres grávidas tomando chuva, vento”, fala a estudante Franciele Oliveira França.

A estrutura dos pontos de ônibus precisa ser bem conservada. No dia 13 de setembro, um ônibus bateu no ponto na esquina da Rua Conselheiro Crispiniano com a Avenida São João, no Centro, e a estrutura caiu. Até hoje o ponto não foi recolocado. No local, há apenas uma placa indicando que ali é parada de ônibus.

A SPTrans diz que a instalação de bancos nas paradas é realizada de preferência perto de hospitais, escolas, asilos e postos de saúde. Já para colocar a cobertura, depende do lugar onde está o ponto de ônibus. A calçada tem que ter, no mínimo, 2,5 metros de largura.          

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