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Paulo Octávio pede desfiliação do DEM

Paulo Octávio pede desfiliação do DEM

Atualizado: Terça-feira, 23 Fevereiro de 2010 as 12

Ameaçado de expulsão pela Executiva Nacional do DEM, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), entregou sua carta de desfiliação ao partido nesta terça-feira, dia 23. A informação foi confirmada pelo presidente da sigla, deputado Rodrigo Maia (RJ), e pela assessoria do governador interino.

O presidente do DEM disse ao G1 que considera "acertada" a decisão de Paulo Octávio de se desfiliar da legenda. "Amanhã o partido encaminharia processo de expulsão, o que provocaria um desgaste muito maior a ele", disse Rodrigo Maia.

Com a desfiliação, Paulo Octávio fica impedido de se candidatar a qualquer cargo eletivo em 2010, porque o prazo para filiação terminou em 1º de outubro do ano passado.

Mais cedo, Octávio disse que iria conversar com integrantes da cúpula partidária e afirmou estar "confiante" na sua permanência nos quadros da sigla.

Para Paulo Octávio, a direção do DEM daria "um grande apoio" a Brasília, se o mantivesse no partido. "Vamos aguardar (a conversa). Estou confiante (na permanência no partido). O DEM poderia dar um grande apoio a Brasília permanecendo ao nosso lado no governo", disse o governador interino.

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), já havia afirmado nesta terça que havia maioria na Executiva do partido favorável à expulsão do governador interino, caso ele não deixasse a função. A reunião da Executiva está marcada para esta quarta-feira (24) e o primeiro pedido de expulsão iria ser protocolado nesta tarde.

"Teremos a reunião da Executiva Nacional e já há maioria formada no partido para expulsar sumariamente o vice-governador Paulo Octávio", disse Bornhausen mais cedo.

A expulsão teria como base uma decisão da Executiva de que todos os filiados deixassem os cargos no governo do Distrito Federal. A decisão foi tomada no dia 11 de fevereiro, mesmo dia em que o governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), foi preso por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Bornhausen afirmou que a decisão é extensiva a Octávio, que deveria deixar a função no governo do DF. "Ele tem que escolher, ou sai do governo ou sai do partido".

O líder do DEM afirmou ainda que na reunião desta quarta poderá ser estendida a outros filiados a expulsão. Um deles seria o secretário de Transportes, Alberto Fraga, que se recusa a deixar o cargo.

"Todos estarão incluídos nesta discussão de amanhã. Será tomada uma decisão coletiva para todos que não cumpriram a determinação", afirmou o líder.

Fraga esteve nesta manhã conversando com alguns parlamentares do DEM. Ele acusa o partido de incoerência política por não ter deixado o governo quando Arruda saiu do DEM. "Está acontecendo uma incoerência política no DEM pedir a saída de todos agora que o governador é do DEM. Quando o Arruda saiu do partido todo mundo continuou".

O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

Por: Nathalia Passarinho e Robson Bonin

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