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Pedreiro preso por engano fará acareação com mãe de assassinada

Pedreiro preso por engano fará acareação com mãe de assassinada

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 1:16

O pedreiro Reginaldo José dos Santos, que passou 15 dias preso por engano em Araraquara, a 273 km da capital paulista, viajou na manhã desta quarta-feira (6) a Maceió para uma audiência com o juiz José Braga Neto, da 8ª Vara Criminal. Ele vai participar de uma acareação com a mãe de uma mulher assassinada pelo marido há 11 anos. Com o mesmo nome do acusado da morte, ele teve a prisão decretada. Por coincidência, o nome das mães dos dois também é o mesmo.

Foi o patrão do preso por engano quem contratou um advogado para ir até Maceió conversar com o juiz que ordenou a prisão. O pedreiro Reginaldo José da Silva nasceu em pernambucano e vive com a família em Araraquara há mais de dez anos. Esse outro Reginaldo José da Silva é acusado de estuprar e matar a mulher, em 2000. O pedreiro disse que jamais vai esquecer o pesadelo. “A pessoa, para prender você, não fala o que está acontecendo, pega você e joga numa prisão. Eu vim saber o que estava acontecendo quando o advogado falou”, disse.     Reginaldo foi solto nesta terça-feira (5) por ordem do mesmo juiz que havia mandado prendê-lo. Agora, ao lado da filha e dos colegas de trabalho, diz que está aliviado. “Tranquilo, sossegado, cabeça no lugar e Deus no coração. Agora, bola para frente. É o que está acontecendo e vamos ver o que vai dar”, desabafa.

Confusão

Segundo documento divulgado pela Justiça, a mãe da mulher morta reconheceu o pedreiro como sendo o ex-marido da filha, mas dois irmãos do acusado negaram qualquer semelhança entre os dois. Para desfazer o engano, o chefe do servente contratou um advogado que foi até Maceió falar com o juiz que havia determinado a prisão. O defensor levou documentos, fotos e dados.

De acordo com a filha dele, Cristiane Silva, o pedreiro já morava em Araraquara no ano do crime. “Em 2000, ele estava trabalhando e sofreu um acidente. Ele ficou aqui na casa da minha avó.” A filha diz que o pai não viaja para o Nordeste há 12 anos.      

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