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Pela primeira vez, governo brasileiro comenta participação em resgate a reféns das Farc

Pela primeira vez, governo brasileiro comenta participação em resgate a reféns das Farc

Atualizado: Sexta-feira, 6 Fevereiro de 2009 as 12

O governo brasileiro falou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, pela primeira vez, oficialmente, sobre a participação no resgate de seis reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Seis sequestrados foram libertados desde domingo com ajuda de helicópteros da Força Aérea Brasileira e tripulações militares.

Em nota divulgada após o resgate do ex-deputado Sigifredo López, nesta tarde, o Itamaraty explica que prestou apoio logístico a pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e com a "anuência" do governo da Colômbia. Desde as primeiras sondagens sobre uma eventual mediação do Brasil, o governo vinha reiterando que estava disposto a ajudar, mas só faria isso com a expressa concordância do presidente colombiano Álvaro Uribe.

Segundo o Itamaraty, após o resgate de hoje, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, telefonou ao chanceler Celso Amorim para agradecer, em nome do governo colombiano, a ajuda prestada pelo Brasil nas operações de libertação dos reféns.

"O governo brasileiro manifesta a expectativa de que essa iniciativa bem-sucedida dê ensejo à libertação de todos os sequestrados que permanecem ainda distantes de seus familiares, e possibilite novas perspectivas para o processo de paz e reconciliação de todos os colombianos", diz a nota do governo brasileiro.

Com apoio logístico do Brasil, no último domingo, 1ª de fevereiro, foram resgatados Alexis Torres Zapata, Juan Fernando Galicia e José Walter Lozano, membros da Polícia Nacional, e William Giovanni Rodríguez, soldado do Exército - todos reféns das Farc por um ano e meio. Na terça-feira, 3, foi a vez do ex-governador do departamento de Meta Alan Jara que era refém havia sete anos e meio. Sigifredo López, solto hoje, havia sido sequestrado em abril de 2002 e era o último político em poder nas Farc.

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