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Pesquisa mostra como empresas do Rio foram afetadas pela nova gripe

Pesquisa mostra como empresas do Rio foram afetadas pela nova gripe

Atualizado: Quinta-feira, 20 Agosto de 2009 as 12

Uma pesquisa do Sebrae/RJ e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feita no Rio de Janeiro com empresários e comerciantes, mostrou como a nova gripe afetou os negócios. Por outro lado, o estudo revelou, também, que os lojistas que investiram na higiene conseguiram trazer os clientes de volta.

Comerciantes de um centro de abastecimento, que tem mais de 700 lojas e 4 mil empregados, estão preocupados. As vendas para alguns lojistas diminuíram 40%. A pesquisa do Sebrae e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) confirma: o movimento caiu.

"Uma em cada sete pequenas empresas foi afetada nos últimos três meses pela gripe suína, seja por falta de empregado, seja, sobretudo, pelo afastamento dos consumidores", disse Sérgio Malta, diretor do Sebrae/RJ.

A nova gripe já provocou mudanças na rotina de muitos comerciantes, principalmente para as pessoas que lidam com alimentos. Os cuidados para impedir as possibilidades de contaminação estão sendo mais que reforçados.

Nada escapa da desinfecção. As máquinas são limpas várias vezes ao dia e a máscara virou parte do uniforme. "É preciso que os consumidores tenham confiança no trabalho que está sendo feito", declarou o comerciante Rodrigo de Souza.

Em um restaurante no Centro do Rio de Janeiro, luvas de canos longos e potes de gel estão bem à vista de todos. "Gastávamos um pote de gel em média a cada 15 dias. Agora eu gasto três por dia. As pessoas estão usando mesmo sem parar", afirmou José Josmar, gerente do restaurante.

Precaução

Equipes de limpeza de academias nunca tiveram tanto trabalho. Álcool nos equipamentos, janelas abertas, copos descartáveis e todos os dias os filtros dos aparelhos de ar-condicionado são escovados. Os funcionários receberam treinamento sobre prevenção da gripe.

"Talvez até em função da velocidade da gente ter respondido, ter colocado todas estas ações, até agora a gente não teve nenhuma perda de cliente", disse Marcelo Viana, diretor de academia.

Os frequentadores, antes receosos, agora malham mais tranquilos. "Acho que todo mundo deve estar envolvido e preocupado, trabalhando ao máximo para a gente resolver isso logo", disse o estudante Bernardo Wolf.

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