'Pesquisa reflete circunstâncias', diz Kassab sobre queda em avaliação

'Pesquisa reflete circunstâncias', diz Kassab sobre queda em avaliação

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:28

Kassab cumprimenta Marta Suplicy ao chegar à Universidade Mackenzie (Foto: Roney Domingos/ G1)     O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira (5) que a pesquisa Datafolha que mostra queda na avaliação positiva de sua gestão "reflete circunstâncias". Ele afirmou ainda acreditar que até o final do governo, em 2012, os números vão favorecê-lo. A declaração foi dada no seminário promovido pela ex-prefeita Marta Suplicy na Universidade Mackenzie, na área central da capital, para discutir o futuro de regiões metropolitanas. Kassab e Marta foram adversários no segundo turno das eleições de 2008. A petista é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012 e lidera a pesquisa de intenção de voto realizada pelo Datafolha e divulgada pelo jornal "Folha de S.Paulo".

"A pesquisa sempre reflete circunstâncias e também tem resultados positivos. O importante é que a cidade tem melhorado em todos os seus aspectos. Vamos aguardar até o final da gestão. É uma gestão que faz muito pela cidade e que eu tenho a felicidade de conduzi-la, com uma excelente equipe e muito confiante com relação ao resultado final da gestão.  Precisamos aguardar finalização da gestão", diz Kassab.

Fundador do Partido Social Democrático (PSD), em processo de criação, Kassab negou que o partido tenha interesse em aliar-se com o PT em 2012 na sucessão paulistana. "Na cidade de São Paulo acho [a aliança] difícil. Até porque nos últimos anos tem acontecido uma saudável comparação entre as gestões e a campanha será oportunidade de mais uma vez mostrar as diferenças", disse Kassab.

No evento estava também o atual secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, que foi coordenador da campanha do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo e hoje é governador do estado. "Pesquisa neste momento é muito recall de eleições próximas. Ainda é muito cedo. A sociedade não está antenada para eleição ainda. As pessoas não estão preocupadas com isso", disse Aparecido. Ele afirmou que o PSDB busca construir uma ampla aliança e trabalhar percepção positiva do governo. "Não adianta começar discutindo nomes. O que estamos discutindo é prévias, mobilização do partido", afirmou.

Pesquisa

Pesquisa do Instituto Datafolha publicada nesta segunda na "Folha de S.Paulo" coloca Marta Suplicy à frente na disputa eleitoral de 2012. Ela lidera em todos os cenários pesquisados em que seu nome é incluído. O levantamento aponta que Kassab tem o pior índice de avaliação dos últimos quatro anos.

Apesar do favoritismo, Marta afirma que ainda é cedo para saber se será a candidata escolhida pelo PT para disputar a eleição em São Paulo. Ela enfrenta dentro do partido a candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad, apontado como favorito do ex-presidente Lula.

"Eu fiquei contente, mas avalio com muito realismo. É uma pesquisa que me deixa em ótima posição. Eu percebo que não é recall de campanhas passadas, mas recall de obras feitas na cidade. Essa votação é expressiva e é uma votação que se repete. A gente tem de aumentar essa votação e esse é um desafio grande que eu acho possível, porque em todas as votações fui para o segundo turno", disse Marta.

Em todas as simulações em que o nome de Haddad foi colocado, a intenção de voto no petista oscilou entre 1% e 2%. Questionada se seu desempenho frente a Haddad pode colocá-la de novo na disputa pela indicação do PT, Marta afirmou: "Eu nunca saí (da disputa). Eu sempre tive 30% e ele (Haddad) sempre teve 2%. Eu posso crescer e ele pode crescer. Estamos muito longe ainda da campanha."

Segundo a pesquisa, Marta obtém sua menor folga na simulação quando o nome do ex-governador José Serra (PSDB) é incluído. Neste cenário, Marta tem 29% das intenções de voto e Serra, 18%.

Russomano aparece em terceiro, com 13%, seguido de Netinho de Paula (PC do B), com 8%, e da ex-vereadora Soninha Francine (PPS), com 6%. Neste mesmo cenário, Paulinho da Força (PDT) tem 6% ; Gabriel Chalita (PMDB), 3%; Eduardo Jorge (PV), 2%; e Luiz Borges D’Urso (PTB), 2%. Votos brancos e nulos somaram 10% e 3% dos eleitores entrevistados não souberam responder.

O nome de Serra só lidera a disputa quando o nome de Marta é retirado da simulação.

Ainda assim, empatado com Russomano em 19%. Em seguida, vem Netinho de Paula (13%), Paulinho da Força (9%), Soninha (9%), Chalita (5%), Eduardo Jorge (2%), Luiz Borges D’Urso (2%). O nome do ministro Fernando Haddad (PT), da Educação, incluído neste levantamento também aparece com 2%. Brancos e nulos somam 16% e 5% não souberam responder.

O instituto também perguntou aos eleitores em qual candidato eles não votariam de maneira alguma. Netinho de Paula tem a maior rejeição (33%), seguido de Serra (32%), Marta (30%), Paulinho da Força (23%), Soninha (18%) e Russomano (16%).

O Datafolha ouviu 1.039 moradores de São Paulo na quinta-feira (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula

Marta afirmou que embora o ex-presidente Lula tenha afirmado que sua figura é importante no Senado, para garantir governabilidade ao governo Dilma, ele nunca determinou que ela deixe de sair candidata à Prefeitura. "Uma coisa é dizer, 'olha, você é muito importante no Senado'. A outra é você dizer, 'olha Marta, não quero que você seja candidata.' Esse pedido nunca teve", afirmou.

Marta disse que a posição de Lula é muito importante, mas deixou claro que é preciso esperar o processo se consolidar antes de o partido tomar uma posição, ressaltando que o ex-presidente avalia todos os cenários possíveis. "A posição de Lula sempre influi, mas a gente tem de deixar o processo acontecer. Tem de ter paciência, tem de esperar. O Lula sempre deixa uma porta aberta."        

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