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Pezão diz que pediu verba à Dilma para reconstrução da serra do Rio

Pezão diz que pediu verba à Dilma para reconstrução da serra do Rio

Atualizado: Sexta-feira, 19 Agosto de 2011 as 1:16

Pezão é ouvido na CPI da Serra

(Foto: Thamine Leta/G1)

  O vice-governador do Rio e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta sexta-feira (19), durante depoimento à CPI da Serra, que para a reconstruir a Região Serrana será necessário o estado disponibilizar mais R$ 320 milhões. Segundo ele, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, na quinta (18), foi feita a solicitação de verba para as obras nas regiões atingidas pelas chuvas de janeiro.

  “A gente vive um momento muito difícil na serra. Por causa de toda a situação mundial, precisamos de muitos recursos para reconstruir a serra. Ontem eu conversei com a Dilma em São Paulo. Eu estou muito preocupado, porque temos que dar uma resposta emergencial principalmente na dragagem dos rios. Temos que conseguir mais recurso. Pedimos a ela (presidente Dilma) ontem. Para a gente enfrentar as próximas chuvas, precisamos de R$ 320 milhões de reais. Principalmente em Friburgo e Teresópolis”, disse, ao ser perguntado pelo presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), sobre os possíveis impactos de novas chuvas na região.

Pezão explicou que uma das soluções para a Região Serrana é que o governo autorize uma linha de crédito. “A linha de crédito seria a proposta mais rápida. É um pedido que podemos fazer ao governo. Já que não dá pra colocar recurso, que seja liberada uma linha de crédito para a construção”, enfatizou.     O presidente da CPI também questionou Pezão sobre a prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado.

“Não fizemos nenhum pagamento para os R$ 147 milhões destinados às encostas e os R$ 80 milhões para a reconstrução de pontes. Foram todos contratos de licitação. Estamos começando a pagar agora, e vamos entregar esse pagamento no mais tardar na semana que vem”, prometeu Pezão.

No dia 9 de agosto, foi aprovado um relatório no Tribunal de Contas do Estado (TCE) que tem como objetivo saber como foram gastos pelo menos R$ 175 milhões. Segundo o TCE, até agora foram destinados R$ 444 milhões à recuperação das sete cidades atingidas pelas chuvas de janeiro. O dinheiro vem da União, do estado, das próprias prefeituras e de doações.

Além de Pezão, a CPI da Serra deve ouvir nesta sexta o ex-secretário de Obras de Teresópolis, Paulo Marchesini.

CPI

Na quinta, o ex-secretário de Planejamento de Teresópolis, José Alexandre de Almeida, negou  ter recebido propina em janeiro passado, após as chuvas que mataram 392 pessoas na cidade. O deputado Luiz Paulo foi direto ao perguntar a Almeida se ele tinha sido beneficiado com suborno.

O deputado lembrou que a acusação foi feita por José Ricardo de Oliveira, sócio da RW Engenharia e Consultoria, ao Ministério Público Federal e à própria CPI no último dia 8 de agosto. Almeida negou a propina e a participação na suposta reunião em que os valores de suborno foram discutidos e disse que José Ricardo de Oliveira terá que "explicar as inverdades na Justiça".

"Estou sendo caluniado", disse Almeida, criticando o fato de a CPI ter dado crédito ao depoimento de José Ricardo de Oliveira, da RW . "Ele (José Ricardo de Oliveira) falou ao Ministério Público Federal (MPF) em troca de benefícios como delação premiada", disse Almeida.

O presidente da CPI rebateu dizendo que o depoimento de Oliveira era relevante. "Ele admitiu que corrompeu, que foi corruptor de forma sistemática. As denúncias dele não podem ser consideradas anônimas nem uma ilação", disse Luiz Paulo.

Representante de construtora também nega acusação

Mais cedo, o representante da Terrapleno Terraplanagem e Construção, Alfredo Chrysostomo de Moura, negou que tivesse feito parte de uma reunião com Oliveira, sócio da RW, em janeiro, quando teria sido negociada propina com a prefeitura de Teresópolis para a realização de obras de emergência após as chuvas.

Prefeito afastado

As denúncias de mau uso das verbas emergenciais em Teresópolis provocaram o afastamento do prefeito Jorge Mário. O vice-prefeito da cidade, Roberto Pinto, assumiu o cargo interinamente, mas morreu dois dias depois e foi substituído pelo presidente da Câmara de Vereadores, Arlei de Oliveira Rosa.            

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