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PF abre 4 inquéritos para investigar obras de aeroporto de Natal

PF abre 4 inquéritos para investigar obras de aeroporto de Natal

Atualizado: Quarta-feira, 20 Julho de 2011 as 2:34

A Polícia Federal abriu, na terça-feira (19), quatro inquéritos para apurar denúncias de supostas irregularidas cometidas nas obras do novo aeroporto internacional de Natal (RN) e da BR-101.

Um pedido para dar início as investigações partiu, por meio de ofício, da promotora da República no Rio Grande do Norte, Cibele da Foseca. Segundo a assessoria do Ministério Público Federal (MPF), o pedido é para verificar se houve desvios de verba e peculato.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo", na edição desta quarta-feira (20), o Exército é o responsável pelas obras de infraestrutura básica no aeroporto. Além disso, a publicação menciona a empresa Pedreira Potiguar, contratata pelo militares para a realização das obras, também como alvo das investigações. O G1 tentou contato com a empresa, mas não conseguiu. Para o jornal, a empresa negou a existência de irregularidades.

O Exército informou ao G1 que o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar as denúncias a respeito de desvios em contratos nas obras do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN) e da BR 101 "foi concluído e enviado à Justiça Militar, na forma do que está previsto na legislação vigente, não cabendo ao Exército Brasileiro emitir qualquer tipo de informação sobre seu conteúdo, em razão do que está previsto no Código de Processo Penal Militar."

Segundo o jornal, as suspeitas estão em uma concorrência de R$13,2 milhões, feita pelo 1º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, em 2008, e nas obras de drenagem da BR-101. Outro indício, de acordo com o impresso, seria o fato de José Luís Arantes Horto, dono da empresa, ter doado em 2010 (ano de eleição), por meio de suas empresas, aproximadamente R$ 150 mil ao Partido da República (PR), que comandava o Ministério dos Transportes na época.

Horto já foi investigado pela PF anteriormente por desvios em obras da mesma rodovia. Na época, o caso levou à prisão de Gledson Maia, ex-dirigente local do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o MPF, também foi solicitado ao Exército informações sobre um possível inquérito Policial Militar já instaurado para investigar as novas denúncias.        

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