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PF faz operação contra comércio ilegal de aves silvestres em SP e MG

PF faz operação contra comércio ilegal de aves silvestres em SP e MG

Atualizado: Terça-feira, 30 Agosto de 2011 as 1:37

Quadrilhas utilizavam anilhas falsificadas ou adulteradas nos animais (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

  A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta terça-feira (30) uma operação para desarticular quadrilhas voltadas para a prática de crimes contra a fauna em 19 cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Ao todo, a Operação Arataca, realizada em conjunto com a Polícia Ambiental paulista e com o Ibama, pretende cumprir 38 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Jales, no interior paulista. A ação apreendeu mais de 60 aves até o final da manhã desta terça.

A operação conta com a participação de cerca de 130 policiais federais e ambientais, além de servidores do Ibama. Os mandados são cumpridos em cidades nas circunscrições das delegacias de Polícia Federal de Jales e Sorocaba, no interior de São Paulo, e de Uberlândia, em Minas Gerais.

Polícia apreendeu material usado para falsificar

anilhas (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

  De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início há alguns meses, quando a PF teve conhecimento de que um grupo capturava irregularmente animais silvestres em matas na região de Jales. A quadrilha falsificava ou adulterava as anilhas fornecidas pelo Ibama, que são obrigatórias para o comércio de aves silvestres brasileiras.

Após a investigação, a polícia identificou o trabalho de um grupo em Jales e Santa Fé do Sul, também no interior paulista, e outro em Sorocaba. As quadrilhas contavam com intermediadores que realizavam o comércio e a transferência irregular de anilhas e pássaros. As investigações também apontaram que criadores autorizados do Ibama faziam parte do esquema ilegal.

Durante a investigação, a PF prendeu em Paranapuã, no interior de São Paulo, quatro homens transportando aves que estavam com anilhas adulteradas em julho deste ano. Na ocasião, 13 pássaros com anilhas adulteradas também foram apreendidos, bem como instrumentos utilizados para realizar a falsificação.            

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