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PF irá ouvir compradores de animais identificados durante operação

PF irá ouvir compradores de animais identificados durante operação

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 9:11

A Polícia Federal irá ouvir 42 compradores de animais silvestres que foram identificados durante a Operação Arapongas, que visa combater o tráfico ilegal de animais. Nesta quarta-feira (10), agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 1.928 animais que estavam prontos para ser comercializados irregularmente.

A Operação Arapongas prendeu sete pessoas nesta quarta - uma na capital paulista, duas no interior do estado, uma na Paraíba, uma em Minas Gerais e um casal no Paraná. Um dos deitos é um biólogo, coordenador de um Instituto Ambiental de São Paulo. Ele tinha autorização do Ibama para criar e pesquisar répteis, mas vendia os animais.     A operação foi feita em conjunto entre o Ibama e a Polícia Federal. Em coletiva realizada na sede da PF em São Paulo, Maria Luiza Souza, chefe de fiscalização do Ibama no Paraná, informou que a investigação começou em novembro de 2010 a partir de denúncias de que um site comercializava animais sem autorização desde 2007. No entanto, para induzir o cliente ao erro, eles informavam que os bichos estavam legalizados no Ibama. Havia espécies exóticas e algumas em extinção, como a arara azul, que era oferecida no site por R$ 55 mil, representando a compra mais cara.

De acordo com a polícia, o site foi criado pelo casal preso no Paraná, na cidade de Arapongas, que deu nome à operação. “O site não é legalizado no Ibama”, disse Maria Luiza. De acordo com ela, durante a investigação, foram identificados 19 criadouros no país que forneciam os animais para que o casal os vendesse. Desse total, há pelo menos duas ONGs que tinham autorização do instituto para criar espécies para fins de pesquisa e estava aproveitando a licença do Ibama para comercializar os bichos.

“Estavam trocando os microchips, induzindo o tráfico desses animais”, contou Maria Luiza. Os criadouros estão sendo agora investigados. Bruno Barbosa, coordenador-geral de fiscalização do Ibama, informou que essa licença será cancelada. “Se eles (donos do site) não conseguiam o animal com os criadouros, iam buscar na natureza.” Ele disse que é proibido vender felinos, por exemplo. No entanto, o site oferecia uma jaguatirica por R$ 13 mil.

A Polícia Federal e o Ibama vão investigar se alguma negociação internacional foi feita. Os sete presos vão responder por tráfico de animais silvestres, biopirataria, sonegação fiscal, falsidade ideológica e estelionato.            

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