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PF prende 13 e apreende R$ 610 mil em SP na Operação Voucher

PF prende 13 e apreende R$ 610 mil em SP na Operação Voucher

Atualizado: Terça-feira, 9 Agosto de 2011 as 4:09

A superintendência da Polícia Federal em São Paulo prendeu 13 pessoas na capital paulista e apreendeu R$ 610 mil na casa de um dos detidos na manhã desta terça-feira (9) durante a Operação Voucher, que investiga irregularidades no Ministério do Turismo. Ao todo, a PF prendeu 38 pessoas em São Paulo, Brasília e Macapá (AP).     Segundo informações da delegada da PF em São Paulo Patrícia Zucco, das 19 prisões preventivas (sem prazo determinado) da operação, oito foram cumpridas em São Paulo e os presos foram encaminhados para a superintendência da PF no Amapá, que centraliza as investigações.

A PF apura "o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União". A origem da investigação é um convênio de qualificação de profissionais de turismo no Amapá.

Entre os outros 19 presos temporariamente na ação, cuja prisão dura cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias, cinco mandatos foram cumpridos na capital paulista.

Todos os 13 presos em São Paulo foram detidos em suas casas. A PF não informou os nomes dos presos em São Paulo, apenas que o ex-presidente da Embratur, que é Mario Moysés, segundo a assessoria do Ministério do Turismo, está entre os presos na capital paulista. A polícia também não disse na casa de quem foi localizado o dinheiro.

A operação

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que tem o cargo mais importante da pasta depois do ministro, está entre 38 presos na Operação Voucher.

O G1 procurou a assessoria de imprensa do ministério, que disse que ainda não tem informações sobre a operação. O G1 também tenta contato com a defesa do secretário-executivo da pasta.

Conforme a PF, a operação contou com 200 agentes. Além do secretário-executivo, foi preso o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, ex-deputado federal, um ex-presidente da Embratur (Mario Moysés, segundo a assessoria do Ministério do Turismo), além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O G1 tenta contato com dirigentes do Ibrasi.

Investigação

Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de profissionais de turismo no Amapá.

O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em 2009, e, de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.

Ainda de acordo com a PF, o instituto – que é uma organização sem fins lucrativos – não tinha condições técnicas de prestar os serviços de qualificação.

De acordo com a PF, houve ainda direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio.            

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