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PF prende 16 suspeitos de desvio de dinheiro público em três estados

PF prende 16 suspeitos de desvio de dinheiro público em três estados

Atualizado: Terça-feira, 5 Abril de 2011 as 1:39

A Operação Dejavu II, da Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União e Receita Federal do Brasil, prendeu, na manhã desta terça-feira (5), 16 pessoas suspeitas de envolvimento com desvio de recursos públicos de organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP'S) no Paraná, no Acre e no Mato Grosso. Todos os mandados de prisão emitidos já foram cumpridos.

Organizações dos estados de Santa Catarina e Distrito Federal também são investigadas na Operação Dejavu II. Outros 33 mandados de busca e apreensão estão previstos. Os crimes investigados configuram crimes de peculato, de advocacia administrativa, contra a Lei de Licitações e associação criminosa, além de lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, as fraudes investigadas ocorriam em torno de duas organizações que supostamente desviavam parte dos recursos públicos recebidos, através da simulação de contratos de prestação de serviços com empresas de consultoria. Estas corporações seriam controladas por parentes dos dirigentes ou dos empregados. Eram falsificados contratos, notas fiscais, relatórios de serviços e ainda os próprios relatórios dos auditores independentes.

As OSCIP'S são um tipo de organização não governamental (ONG) que tem permissão para receber verbas públicas para a realização de programas e de projetos nas áreas de saúde, educação e segurança. O dinheiro é recebido através de parcerias com municípios e ministérios do Governo Federal.

A investigação começou quando a PF suspeitou da parceria entre uma OSCIP e um município do interior do Paraná, que envolveria de R$ 3 a R$ 44 milhões em recursos. Um relatório da PF informa que contratos, do período de 2006 e 2009, entre OSCIP'S e 22 cidade do Paraná resultariam no repasse de R$ 22 milhões.

"Apenas em dois municípios os recursos recebidos foram de aproximadamente R$ 100 milhões",

afirmou em entrevista ao Paraná TV desta terça-feira (5), o delegado da Polícia Federal, Fabiano Bordignon.    

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