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PF prende em SP chefes de quadrilha que traficava cocaína da Bolívia

PF prende em SP chefes de quadrilha que traficava cocaína da Bolívia

Atualizado: Quinta-feira, 14 Julho de 2011 as 4:50

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (14), durante a Operação Planária, 16 pessoas ligadas a uma quadrilha que usava cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso para internalizar pasta de cocaína vinda da Bolívia. De acordo com o delegado Nelson Edilberto Cerqueira,  os principais chefes da quadrilha foram presos. "Essa organização é composta de várias células, uma só de logística e três só de distribuição e refino. Todos os principais líderes máximos foram detidos", afirmou.

Os policiais apreenderam até a tarde desta quinta-feira 60 veículos, inclusive de luxo, e 400 quilos de cocaina. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais também flagraram dois laboratórios de refino da droga: um em Uberlândia (MG), onde cinco foram presos; e em Ribeirão Preto (SP), onde uma pessoa foi presa. Também prenderam uma pessoa em flagrante por tráfico de drogas em Matão (SP).

As investigações revelaram uma sofisticada logística da organização, composta por duas células bem delineadas,  em Araraquara e  em Ribeirão Preto, que trazia para o Brasil pasta base de cocaína, produzida na Bolívia, por via aérea e por terra – neste caso, pelas cidades fronteiriças Cáceres (MT) e Corumbá (MS). O entorpecente era trazido para o Estado de São Paulo e, depois de processado (refinada a cocaína), distribuído para diversas regiões do país.

Segundo o delegado, nenhum dos chefes presos é "socialmente " conhecido, mas um já começava a se destacar na sociedade de Ribeirão Preto. Os policiais cumpriram 20 mandados de prisão em Rondonópolis, Presidente Prudente, Araraquara, Matão, Ribeirão Preto e Uberlândia.

Segundo a PF, em março deste ano, na cidade de Rondonópolis (MT), foram interceptados 362 quilos de pasta base de cocaína e presos dois transportadores e uma figura importante de hierarquia do grupo criminoso investigado.          

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