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Pimenta Neves dormirá em beliche e dividirá cela com 4 presos

Pimenta Neves dormirá em beliche e dividirá cela com 4 presos

Atualizado: Quinta-feira, 26 Maio de 2011 as 9:03

      O jornalista Antônio Pimenta Neves dividirá a cela com outras quatro pessoas na penitenciária Dr. José Augusto Salgado - Tremembé II. Ainda segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo, ele tomará banho frio. Existe um banheiro com água quente disponível, mas ele é coletivo e usado sob prescrição médica. O preso usará uniforme na cor padrão cáqui e contará com uma televisão sem restrição quanto ao horário para uso. O local conta com três beliches - capacidade, portanto, para seis pessoas. Ele possui 4 m de largura e 4 m de profundidade.

Pimenta chegou às 15h30 desta quarta-feira na penitenciária. Segundo SAP, o preso permanecerá inicialmente em regime de observação e não poderá conceder entrevistas. Neste período, só poderá receber visitas de seu advogado. O tempo de observação é de 10 a 15 dias. Ele, que se entregou à polícia na noite de terça-feira em São Paulo, havia deixado o 2º Distrito Policial de São Paulo por volta das 13h desta quarta-feira, em direção ao 91º DP, para fazer exame de corpo de delito, antes de ser levado para Tremembé.

O caso Pimenta Neves

A jornalista Sandra Gomide, 33 anos, foi morta com dois tiros em um haras em Ibiúna, no interior de São Paulo, em agosto de 2000. O ex-namorado de Sandra, então diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Pimenta Neves, confessou o crime, alegando que a colega o traía. Os dois se conheceram em 1997 e tiveram um relacionamento por cerca de três anos.

Pimenta Neves chegou a ficar preso por sete meses enquanto respondia ao processo, mas conseguiu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um habeas-corpus para aguardar o julgamento em liberdade. Em 2006, ele foi condenado a 19 anos e dois meses de reclusão em regime fechado. No entanto, alegando entendimento anterior do Supremo Tribunal Federal (STF) - de que os condenados podem recorrer em liberdade até que todos os recursos sejam julgados -, o juiz de Ibiúna concedeu ao jornalista o direito de recorrer em liberdade.

Ao julgar recurso a favor de Pimenta Neves, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou a confissão espontânea do crime e reduziu a pena para 18 anos. Alegando a mesma atenuante, a defesa conseguiu no STJ a redução para 15 anos. Os advogados do jornalista continuaram recorrendo até que, em 24 de maio de 2011, o STF negou o último recurso e determinou que a pena fosse imediatamente cumprida. Em seguida, policiais cercaram a casa de Pimenta Neves, na capital paulista, e ele se entregou.        

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