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Piranhas devoram espécies nativas e pesca têm prejuízo no ES

Piranhas devoram espécies nativas e pesca têm prejuízo no ES

Atualizado: Terça-feira, 20 Setembro de 2011 as 12:22

A invasão de peixe piranha e bagres africanos nas lagoas e rios de Linhares, no Norte do Espírito Santo, está tirando o sono e a renda de pescadores da região. As piranhas se alimentam de outros peixes e, muitas vezes, atacam os banhistas. De acordo com pescadores, de oito animais que caem na rede, sete estão devorados. Os biólogos dizem que faltam predadores e será muito difícil acabar de vez com esse problema.

Piranhas canibais estão dando prejuízo aos pescadores no ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta Norte)

  Os pescadores de Linhares reclamam da grande quantidade de peixes exóticos, que não são da região e foram introduzidos pelo homem. Segundo os trabalhadores, as piranhas e os bagres africanos representam um prejuízo, porque não têm valor econômico e ainda são canibais. "Antes eu conseguia pegar mais de 150 quilos de peixe, hoje, na rede, se a gente pegar oito peixes só um vai prestar, por que os outros estarão comidos pela piranha", contou o pescador João Moraes da Lagoa do Teste.

Além de comerem os peixes das lagoas e rios, os peixes canibais também destroem as redes. Para o pescador Ademir Camilo que trabalha com pesca há mais de 40 anos, está cada vez mais difícil tirar o sustento. "A piranha entrou aqui desde 1979, segundo a lenda uma represa teria estourado. Mas elas começaram a atacar por volta de 1985, e a cada ano vem piorando. Saio e vou pecar no mar, e quando volto para cá topo com a piranha outra vez. Na rede só tem peixe comido, para os pescadores só sobram as cabeças", contou o pescador.

Fabíola Maria Moreira, teve a parte do dedo comido

(Foto: Reprodução/ TV Gazeta Norte)

  Além de comerem os peixes das lagoas e rios, os peixes canibais também destroem as redes. Para o pescador Ademir Camilo que trabalha com pesca há mais de 40 anos, está cada vez mais difícil tirar o sustento. "A piranha entrou aqui desde 1979, segundo a lenda uma represa teria estourado. Mas elas começaram a atacar por volta de 1985, e a cada ano vem piorando. Saio e vou pecar no mar, e quando volto para cá topo com a piranha outra vez. Na rede só tem peixe comido, para os pescadores só sobram as cabeças", contou o pescador.

Ataques

Os banhistas sofrem na pele, literalmente, com os ataques das piranhas nas lagoas de Linhares. A auxiliar administrativa Fabíola Maria Moreira, teve a parte do dedo comido. "Eu estava nadando com a minha sobrinha de oito anos quando o peixe me mordeu. Sai da água e tirei as crianças lá de dentro. Aí vi que a piranha tinha comido todo o meu dedo por baixo. No dia anterior, uma criança também tinha sido atacada. No domingo pela manhã o meu tio pescou dois peixes piranha. Depois disso não tivemos nenhuma dúvida", contou Fabíola.

Segundo o biólogo Ectory Bacheti, as piranhas e os bagres africanos não possuem predadores e por isso se superam em relação aos peixes nativos. "Será muito difícil acabar de vez com esse problema. Eles podem ser agressivos, mas só atacam se estivem com muita fome, coisa que aqui em Linhares é impossível, por que temos muito pescado", enfatizou o biólogo.          

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