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PM acusado de integrar grupo de extermínio é julgado na Grande SP

PM acusado de integrar grupo de extermínio é julgado na Grande SP

Atualizado: Quinta-feira, 15 Setembro de 2011 as 1:20

O policial militar Ronaldo dos Reis Santos, apontado pelo Ministério Público como integrante de um grupo de extermínio formado por PMs, era julgado na tarde desta quinta-feira (15) no fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, sob a acusação de ter matado duas pessoas há quase três anos. Os corpos de Roberth Sandro Campos Gomes, o Maranhão, e de Roberto Aparecido Ferreira, o Bebê, foram achados em 6 de maio de 2008. De acordo com a denúncia feita pela Promotoria, as vítimas foram mortas porque “estavam envolvidas em atividades espúrias [tráfico de entorpecentes] e faziam parte de uma facção criminosa”.     Sete jurados vão decidir se Santos, que responde ao processo preso, é culpado ou inocente dos assassinatos. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP), a expectativa é que a decisão do júri será conhecida ainda nesta quinta. Em caso de condenação, o juiz Antonio Augusto Galvão Hristov dará a sentença.

Nesta manhã, foram ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa. Após isso, deve ser iniciada a fase de debates orais do promotor Marcelo Alexandre Oliveira e do advogado de Santos, Eugênio Malavasi.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, o grupo de extermínio é formado por dez policiais. Quatro deles já foram julgados e condenados.

Esse é o terceiro julgamento envolvendo o grupo de policiais que ficou conhecido como "highlanders". No primeiro julgamento, em julho de 2010, o PM Rodolfo da Silva Vieria e outros três policiais foram condenados a 18 anos e oito meses de prisão pela morte de um deficiente mental.

Os "highlanders" só foram identificados depois do desaparecimento dessa vítima. Ela foi vista por testemunhas sendo colocada em um carro da PM em outubro de 2008. O corpo dele foi localizado dois dias depois sem a cabeça e as mãos. As vítimas moravam na capital, mas foram achadas mortas em Itapecerica da Serra.

O nome "highlander" surgiu em alusão ao filme estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery na década de 80, no qual os guerreiros cortavam a cabeça de seus inimigos. Segundo a Polícia Civil, que investigou o crime, a cabeça e as mãos das vítimas eram cortadas pelos policiais militares para dificultar a identificação.          

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