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PM afasta 4 da UPP do Cantagalo após morador ser baleado

PM afasta 4 da UPP do Cantagalo após morador ser baleado

Atualizado: Sexta-feira, 16 Julho de 2010 as 7:26

Quatro policiais militares suspeitos de atirar em um morador do conjunto de favelas do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho , em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no início do mês de julho, foram afastados da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que atua a comunidade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pela assessoria de Relações Institucionais da PM.

Os policiais estão afastados desde o dia 5 de julho, um dia após o incidente ocorrido na comunidade, na madrugada do domigo (4).

De acordo com a assessoria de relações institucionais da PM, os policiais foram deslocados para trabalhar no setor administrativo do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) até que seja concluído o procedimento de investigação instaurado pela PM. As armas dos quatro militares foram entregues à Polícia Civil para perícia.

Versões diferentes Moradores da favela e os PMs têm versões divergentes sobre o disparo no comerciante   André Luiz Gonçalves de Araújo, dono de um bar na favela e vigia de uma das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os moradores afirmam que o tiro que atingiu a vítima partiu de um dos policiais. Segundo eles, o comerciante estaria com amigos dentro do bar de portas fechadas quando todos foram abordados com truculência pelos policiais da UPP. Já os policiais alegam que estavam checando uma denúncia de venda de drogas na comunidade quando ocorreram os disparos. 

O comandante da UPP no local, capitão Leonardo Nogueira, informou na época do fato que um homem foi preso com droga no bar onde estava a vítima. Ele disse ainda que a polícia investiga um criminoso suspeito de ter feito o disparo, que teria tido reagido após ter se assustado com a presença de PMs na comunidade.

A vítima ficou internada no Hospital municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul, e recebeu alta no dia seguinte. A PM informou que na época da internação os médicos disseram que não foi possível retitrar a bala alojada no corpo do morador.

No dia do ocorrido, a Secretaria de Segurança Pública havia informado que a vítima estava  num grupo armado que reagiu à abordagem de policiais militares que foram checar denúncias de venda de drogas em um bar. Entretanto, no mesmo dia, a secretaria divulgou uma outra nota retificando a informação e alegando que não houve apuração correta dos fatos.

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