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PM avalia se retoma buscas em local onde Juan foi visto a última vez

PM avalia se retoma buscas em local onde Juan foi visto a última vez

Atualizado: Segunda-feira, 4 Julho de 2011 as 10:35

A polícia avalia nesta segunda-feira (4) se vai retomar as buscas pelo menino Juan Moraes , de 11 anos, que desapareceu durante um confronto, mais uma vez no local onde a criança foi vista pela última vez. O menino desapareceu no dia 20 de junho, na Favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Juan, o irmão dele, Wesley, de 14 anos, e Wanderson dos Santos de Assis , de 19, foram baleados na troca de tiros, que teria ocorrido entre policiais e traficantes.

O comandante do 20º BPM (Mesquita), tenente-coronel Sérgio Mendes, informou que o serviço de inteligência do batalhão não recebeu nenhuma nova denúncia ou informações sobre o paradeiro do menino. As buscas realizadas na localidade Lagoa Azul foram encerradas na tarde de domingo (3), sem que nenhuma pista fosse encontrada.

Por telefone

Por telefone em entrevista ao Fantástico, Wanderson contou que viu quando Juan foi alvejado: “O pequenininho passou na minha frente. E assim que a gente saiu, chegou no finalzinho do beco, aí começou o tiroteio. Eles começaram a atirar. Muito tiro. Aí ele foi baleado, eu tomei três tiros. Eu vi quando ele tomou o tiro. Ele estava na minha frente, então eu vi. As balas vinham de uma direção só”, disse.

Juan vinha da casa de um amigo com o irmão quando ocorreu o confronto. A caminho de casa, os meninos precisavam cruzar um caminho entre os muros altos de duas casas, quando foram atingidos.

Em depoimento, Wesley disse que tomou um tiro no pé e viu o irmão caído, ensanguentado. Ele contou que tentou ajudá-lo, mas recebeu outro tiro, dessa vez no ombro. Então, ele se arrastou para fora do beco. Foi o último momento em que Juan foi visto com vida.

Os PMs disseram que foram ao local por causa de uma denúncia da presença de traficantes feita pelo serviço 190. A chamada registrada na central é de 20h54, portanto, depois de os três já terem sido baleados. A gravação não foi divulgada pela polícia.   Registro na delegacia

No registro de ocorrência feito na delegacia, à 01h44, os PMs apresentaram uma arma e drogas como sendo de Wanderson e apontaram Wesley como menor infrator. Mas, 45 minutos depois, mudaram o depoimento: Wesley passou de infrator a testemunha. Wanderson ficou cinco dias algemado à cama, até ter a prisão relaxada pelo juiz.

Proteção

A família de Juan deixou para trás o que não pôde levar nas mochilas e, na sexta-feira (1º),  entrou para um programa de proteção a testemunhas . A família de Wanderson também deve deixar a sua casa e mudar de estado.

Perícia

A perícia no local onde o menino foi visto pela última vez só foi feita oito dias após o desaparecimento de Juan. Foram recolhidos um chinelo que Juan usava e cápsulas de fuzil, no beco onde houve o tiroteio. Os quatro PMs envolvidos no tiroteio estão afastados .

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