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PM e USP fazem convênio para reforçar segurança em campus

PM e USP fazem convênio para reforçar segurança em campus

Atualizado: Sexta-feira, 9 Setembro de 2011 as 8:14

Representantes da Universidade de São Paulo (USP) e do comando da Polícia Militar formalizaram no final da tarde desta quinta-feira (8) um convênio, de cinco anos, para aumentar a segurança na Cidade Universitária, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A cerimônia de assinatura do convênio foi realizada no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, na Luz, no Centro da capital. Firmaram o documento Antonio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, o coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e o professor João Grandino Rodas, reitor da USP.

Na prática, haverá um aumento do efetivo que já vem atuando no campus da USP desde a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, que ocorreu na noite do dia 18 de maio. O jovem foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.     De acordo com o coronel Álvaro Camilo, policiais em oito motos e dois carros fazem o patrulhamento da área atualmente. Com o convênio, mas 16 policiais passarão a fazer parte do efetivo da USP. O comandante da PM, no entanto, não confirmou, ao menos por enquanto, a construção de uma base fixa da corporação no local, onde já existe uma base móvel. Possilvelmente, uma segunda base móvel possa ser instalada no campus.

Com a presença dos policiais militares no campus, houve uma queda de 60% das ocorrências de furtos e roubos, segundo o coronel, que afirmou que o consumo de drogas pelos universitários será combatido normalmente. "Consumo de droga é crime. A pessoa flagrada cometendo este delito será encaminhada ao distrito para assinar um termo circunstanciado. Se for o caso, a Polícia Civil é acionada para investigar se se trata de tráfico", disse.

Em relação a uma possível invasão da reitoria por parte dos alunos, como ocorreu em protestos anteriores, o coronel procurou ser diplomático: "Invasão da reitoria é uma quebra da ordem pública, mas o que vai prevalecer é o diálogo com a comunidade".

O reitor da USP disse que o objetivo de manter policiais militares no campus não é o de coibir manifestações por parte dos alunos e funcionários. "As manifestações são parte da democracia. Elas não serão impedidas", afirmou.

A decisão de firmar um convênio definitivo com a PM foi examinado e votado pelo Conselho Gestor da USP, formado por professores e outros integrantes do corpo docente da universidade, segundo Rodas. "A universidade é parte, geograficamente falando, de São Paulo e, como todos, estamos preocupados com a questão da segurança. Nenhum brasileiro, como determina a Constituição, pode viver com medo permanente. Por isso, a USP agradece", disse.    

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