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PMs são assassinados em cumprimento de mandado

PMs são assassinados em cumprimento de mandado

Atualizado: Quinta-feira, 4 Fevereiro de 2010 as 12

O cabo Francisco Chagas Leal (2º Batalhão) e o soldado José Wallison Alves Lisboa (Ronda do Quarteirão) foram mortos a tiros, ontem à noite, na localidade Sítio Estrela, em Barbalha, no Cariri, a 538 quilômetros de Fortaleza, por um homem com dois mandados de prisão por homicídio, segundo a Polícia. Francisco Alvacir Alves de Sousa, 48, fugiu após o duplo homicídio, mas acabou morto ao tentar romper a tiros o cerco policial, de acordo ainda com a Polícia.

A morte dos dois policiais comoveu a região. Hoje, a Polícia deverá colher o depoimento da mãe de Francisco Alvacir, que teria mentido aos policiais sobre a presença do filho em sua residência.

Segundo a Polícia, o cabo Leal, o soldado Lisboa e um outro policial do Ronda foram chamados para uma ocorrência de ameaça de morte, feita por um vizinho de Francisco Alvacir. Ao descobrirem os dois mandados contra o acusado, os policiais foram ao local e chamaram por ele.

De acordo ainda com a Polícia, a mãe de acusado teria dito que o filho não estaria no sítio. O cabo e o soldado então entraram na residência para checar a informação. Mas foram atingidos por disparos. O cabo foi ferido no pescoço e o soldado acabou baleado na testa. Ambos morreram no local.

Sem respeito

Após o anúncio da morte dos dois policiais, outros militares passaram a lamentar a falta de respeito para com a Polícia, enquanto trocavam informações durante o cerco ao acusado. "A vida está banalizada, estão matando por qualquer besteira. Não há mais respeito com a gente (PM)", reclamou um sargento, ao falar no rádio com outro policial. "Tomara que as famílias (dos PMs mortos) sejam amparadas", respondeu o outro policial. Essas informações foram repassadas ao O POVO por telefone.

Nos últimos 20 dias, um soldado foi assassinado em Caucaia e dois outros foram assaltados enquanto realizavam o policiamento em uma praça no bairro Vila Velha, em Fortaleza. Todos eram do Ronda. Ninguém foi preso.

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