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Pnad: Nordeste registra maior redução de analfabetos do País

Pnad: Nordeste registra maior redução de analfabetos do País

Atualizado: Quarta-feira, 8 Setembro de 2010 as 1:16

A região Nordeste reduziu 3,7 pontos percentuais a taxa de analfabetismo, entre 2004 e 2009. De 22,4%, registrado em 2004, o nordeste passou a ter 18,7% da população que não sabe ler e escrever. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diminuição é mais do que o dobro da taxa de redução do País, que segundo a Pnad, foi de 1,8% no mesmo período.

Apesar disso, o Nordeste ainda é a região que apresenta o maior número de analfabetos, chegando ao dobro da média nacional. Em 2008, a taxa de analfabetismo das pessoas, de 15 anos ou mais de idade, foi de 19,4 no nordeste, contra 10,0 no País. Neste mesmo ano, a média da região sudeste foi de 5,8 e a do sul de 5,5. Em 2009, houve uma redução de 0,8 ponto percentual no sul e de 0,9 no sudeste.

Segundo a Pnad 2009, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil, em 2009, foi de 9,7%, que representa, aproximadamente, 14 milhões de analfabetos.

Atrás do Nordeste, vem a região Norte, com uma taxa de 10,6% de analfabetos, redução de 2,1 pontos percentuais em relação a 2004. No Centro-oeste, a pesquisa levantou que 8% da população ainda não sabem ler e escrever, apesar da redução de 1,2 ponto percentual, na comparação com 2008.

Analfabetismo cresce conforme a idade

De acordo com o estudo, a maior concentração de analfabetos está na população de idade elevada. Das pessoas que não sabiam ler e escrever, 92,6% tinha 25 anos ou mais de idade. Do grupo de entrevistados nesta faixa etária, 12% eram analfabetos. Entre as pessoas maiores de 50 anos, segundo a pesquisa, 21% não sabia ler e escrever.

Mais uma vez, a região Nordeste se destaca. Do grupo de nordestinos com 25 anos ou mais, 23,8% eram analfabetos. Para as pessoas com mais de 50 anos, a proporção chegou a 40,1% na região. Renda determina escolaridade

A taxa de escolarização das crianças de 6 a 14 anos de idade foi de 97,6% em 2009 e a dos jovens entre 15 e 17 anos foi de 85,2%, segundo a Pnad 2009. Não fosse pelas famílias que têm a renda per capita inferior a um quarto do salário mínimo, a educação estaria praticamente universalizada nessa faixa etária.

A pesquisa apurou que 3,5% das crianças entre 6 e 14 anos de idade, que viviam em casas com a renda inferior a um quarto do salário mínimo, não frequentavam a escola. Já as residências em que a receita era de 1 salário mínimo por pessoa, 99% das crianças estudavam.

A escolarização dos menores, entre 4 e 5 anos de idade, foi de 74,8% no Brasil. Porém, para os que residiam em domicílios com rendimento mensal inferior a um quarto do salário mínimo, per capita, a proporção foi de 66,8%. Em contrapartida, nas casas em que a receita era de 1 salário mínimo ou mais, 86,9% frequentavam a escola.

De acordo com a Pnad, em 2009, havia 55,2 milhões de estudantes, sendo que 78,1% do total contavam com a rede pública de ensino. Na Pnad 2009, foram pesquisadas 399.387 pessoas e 153.837 unidades domiciliares distribuídas por todas as Unidades da Federação.

Postado por: Thatiane de Souza

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