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Polícia acredita em execução no caso de estudantes baleados em SP

Polícia acredita em execução no caso de estudantes baleados em SP

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 8:27

A polícia acredita que o caso dos estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) baleados na noite desta quarta-feira (23) em um bar da Avenida Nove de Julho, no Centro de São Paulo, tem características de execução. Um dos jovens morreu assim que chegou ao hospital, e outro está gravemente ferido. "As características do crime aqui não são de assalto. Até porque não foi levado nada das vítimas. É uma característica de execução, pelo jeito que os autores chegaram ao local e saíram. Uma maneira muito rápida e com a cabeça tampada”, afirma o delegado Ricardo Brezia.

Um estudante de 25 anos levou cinco tiros e morreu a caminho do hospital. Ele veio de Curitiba para estudar em São Paulo. O colega dele, de 23 anos, está internado em estado grave no Hospital das Clínicas. Ele passava por uma cirurgia na manhã desta quinta-feira (24). O jovem levou dois tiros no peito, um no abdômen e outro na perna.

Cerca de 20 tiros foram disparados contra os estudantes. O bar fica a poucos metros da faculdade onde as duas vítimas estudavam. Cinco amigos estavam sentados em uma mesa, conversando e tomando cerveja, quando os criminosos chegaram. Os dois homens desceram da moto, entraram no bar de capacete e, logo em seguida, saíram sem pedir nada. Eles se aproximaram dos rapazes, atiraram e depois fugiram.   Uma das armas usadas pelos criminosos era de uso exclusivo das Forças Armadas. As imagens das câmeras de segurança dos prédios vizinhos podem ajudar a identificar os suspeitos. Os três amigos que estavam com as vítimas devem ser ouvidos pela polícia.

Placa coberta

As pessoas que viram a dupla fugir dizem que a placa da moto estava coberta. Um morador ouviu os disparos e ficou assustado com tanta violência, em um local que ele considera tranquilo. "Eu olhei pela janela, vi os tiros, todo mundo correndo, aquela correria. A gente desceu e tinha dois moços caídos. A gente nunca viu isso aqui. Tem 25 anos que eu moro aqui, nunca vi isso", disse o morador da região Fernando Mendes.

Inconformados, muitos amigos dos jovens foram até a porta do hospital onde o jovem está internado. "Uma violência totalmente gratuita, com duas pessoas que faziam faculdade do lado do bar onde eles estavam. Saíram da aula numa boa, e acontece isso. Não dá para entender”, disse Beatriz Almeida, amiga dos estudantes.    

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