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Polícia ainda precisa juntar provas técnicas para esclarecer caso da menina Lavínia

Polícia ainda precisa juntar provas técnicas para esclarecer caso da menina Lavínia

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 9:20

O delegado Luciano Zahar, adjunto na delegacia de Campos Elísos (60ª DP), disse que precisa reunir as provas técnicas para esclarecer o caso da menina Lavínia, que foi asfixiada com o cadarço do próprio tênis. Segundo Zahar, mais três testemunhas ainda podem ser ouvidas, porém o crime está praticamente resolvido e os laudos da perícia servirão para confrontar as informações dos depoimentos. 

- Com o laudo em mãos, nós vamos decidir se é necessário pedir a reconstituição do crime. O delegado ainda tem a opção de encerrar o inquérito e enviar à Justiça para julgar a ré confessa Luciene Reis, suposta amante do pai da menina, que deve responder por homicídio triplamente qualificado.

Zahar informou ainda que nesta segunda-feira (14) o delegado titular, Robson Costa, que estava de férias, volta a assumir as investigações sobre a morte da menina.

Segundo o advogado da família, Angelo Máximo, os pais de Lavínia já informaram à polícia tudo que sabiam. Eles prestaram depoimento na quarta-feira (9), das 14h às 22h30, na 60ª DP.

Ainda de acordo com Máximo, Luciene tentou incriminar Rony dos Santos e um amigo, que foi testemunha voluntária nos depoimentos. Ela teria pedido a esse amigo para dar banho em uma criança em sua casa às 4h, mas o rapaz teria negado, pois ia trabalhar às 4h15.

Imagens reforçam suspeita

O delegado Robson Costa conseguiu imagens do circuito interno de um ônibus que mostra a menina Lavínia na companhia de Luciene. Ele disse que as imagens serão usadas como prova de que a mulher matou a criança.

- Depois que conseguimos imagens, ficou difícil de ela não confessar. A mãe dela ajudou, pediu para a filha 'começar uma vida nova'.

Segundo o delegado, a suspeita tentava extorquir R$ 2.000 do pai da menina. De acordo com Costa, Luciene dizia ao pai de Lavínia, Rony dos Santos, que o dinheiro seria dado ao seu ex-marido, a quem ela acusava do sequestro da garota.

Com esse argumento, a polícia montou uma estratégia para pegá-la. Santos, com ajuda da polícia, marcou um encontro com a suspeita, dizendo que daria o dinheiro a ela. Luciene compareceu ao encontro e foi levada para interrogatório na delegacia .

Costa disse que, quando a polícia chegou ao quarto do hotel, havia um cheiro forte. Pelo odor, o delegado disse acreditar que a menina tenha sido morta na segunda-feira (28), dia em que ela foi sequestrada.

- Acredito que a Luciene tenha conseguido convencer a menina a sair de casa sem necessidade de força.

O delegado  disse que uma testemunha afirmou que viu Luciene perto da casa de Lavínia.

As funcionárias do hotel viram as imagens de Luciene na televisão e chamaram a polícia, pois reconheceram a amante do pai da criança. Elas viram a mulher no hotel.

O delegado falou que o corpo de Lavínia estava de bruços e com uma toalha no rosto. Costa se emocionou e chorou ao dizer que esperava encontrá-la viva, em entrevista ao vivo ao programa Balanço Geral, da Rede Record.

- Apesar de fazer parte da minha rotina, não me conformo como pode alguém fazer isso com uma criança de seis anos.

Desaparecimento

A polícia chegou a cogitar a participação direta do pai ou da mãe, Andréia Azeredo. A primeira versão da história, contada pela mãe, seria a de que Santos havia chegado a sua casa às 3h e, quando acordou às 5h45 para trabalhar, verificou que a janela e a porta do quarto estavam abertas e a menina não estava mais na cama.

De acordo com a mãe, um móvel foi arrastado para perto da janela do quarto da criança e teria auxiliado na invasão da casa.      

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