Polícia apresenta cadarço que teria sido usado para enforcar Lavínia

Polícia apresenta cadarço que teria sido usado para enforcar Lavínia

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 2:32

Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) enviaram para análise da perícia, na tarde desta quinta-feira (3), o cadarço o qual a menina Lavínia Azeredo teria sido enforcada, além da toalha que estava enrolada em volta de sua cabeça, a roupa e o par de tênis que ela usava no dia do assassinato e ainda a vestimenta da amante do pai, Luciene Reis, que confessou o crime e está presa na carceragem da Polinter de Magé.

Luciene, segundo o delegado Robson Costa, vai responder por sequestro seguido de morte, cuja pena pode chegar a 30 anos. Lavínia, que completaria 7 anos no próximo dia 13, foi encontrada morta na quarta-feira (2) num hotel no Centro de Caxias. A provável causa da morte foi asfixia, já que a menina foi encontrada com o cadarço do próprio tênis enroscado no pescoço.

Enterro

      O corpo de Lavínia foi enterrado por volta das 11h desta quinta sob aplausos e músicas religiosas. Cerca de 400 pessoas acompanharam o funeral, no Cemitério Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Para evitar tumultos, a polícia reforçou policiamento na região com vinte homens.

Além de familiares e amigos, a diretora, professores e alunos a escola onde Lavínia estudava compareceram à cerimônia. Eles estavam vestidos de camisa preta.

A pedagoga Mônica Martins Campos, que foi professora de Lavínia no ano passado, estava inconformada. "Já tínhamos programado uma festinha para a volta dela. Ninguém esperava esse fim trágico. Achávamos que era um susto e ela ia aparecer viva", disse. Ela falou que Lavínia era um exemplo de aluna. "Ela era muito especial. Inteligente, carinhosa, um doce de menina, responsável com o material", contou.     Ao fim do enterro, muitas pessoas gritaram em coro "Justiça" e depois "assassina". O pai da menina Lavínia, que chegou carregado ao velório da filha, precisou ser novamente amparado ao final da cerimônia. Já a mãe, Andréia Azeredo, foi levada diretamente para a 60ª DP (Campos Elíseos), onde será ouvida novamente. A polícia quer esclarecer como a menina saiu de casa sem que ninguém da família percebesse. Outros parentes também devem ser ouvidos.    

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