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Polícia Civil abre inquérito para investigar caos no Metrô de SP

Polícia Civil abre inquérito para investigar caos no Metrô de SP

Atualizado: Quarta-feira, 22 Setembro de 2010 as 8:39

A Polícia Civil de São Paulo vai investigar as causas do incidente que paralisou a Linha 3-Vermelha do Metrô na manhã desta terça-feira (21), em São Paulo, causando caos no transporte público. A polícia também informou que irá apurar se há alguma relação com a depredação da Estação Guaianazes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na semana passada.

Nesta terça, durante o problema no Metrô, 17 trens foram depredados. A companhia informou que a falha foi causada por uma blusa que ficou presa na porta de um trem e impediu a continuidade do trajeto. O problema ocorreu entre as estações Sé e Pedro II.

Com a demora para retomar o funcionamento, passageiros que estavam dentro do trem lotado acionaram as saídas de emergência e passaram a andar na linha. Com isso, foi preciso desligar a energia para evitar acidentes. Dentro dos trens fechados, muitas pessoas passaram mal.

Com a demora na normalização, 18 estações foram afetadas. De acordo com o diretor de operações do Metrô, Conrado Grava de Souza, o problema demorou a ser resolvido por causa dos passageiros, que andavam nas linhas. Tentamos num certo momento, levar os usuários para dentro dos trens, retornar com os usuários para poder que os trens partissem novamente, mas infelizmente não obtivemos sucesso. E aí, questão absoluta de segurança, a via foi desenergizada”, explicou. No total, 200 mil pessoas foram afetadas.

O inquérito aberto pela polícia civil é presidido pelo delegado Valdir Oliveira Rosa, da Delegacia do Metropolitano. No caso da CPTM, dois homens que participaram da depredação já foram identificados e indiciados por dano ao patrimônio público.

Em nota, o Sindicato dos Metroviários disse que a atuação dos funcionários foi correta e que o caos desta terça foi provocado por uma falha na porta, que provocou um efeito cascata em todo o sistema.

Postado por:Guilherme Pilão

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