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Polícia Civil determina sigilo no caso de estudante morto na USP, diz MP

Polícia Civil determina sigilo no caso de estudante morto na USP, diz MP

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2011 as 3:44

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, ocorrido na noite de quarta-feira (18) no campus da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste de São Paulo, determinou nesta quinta (19) sigilo nas investigações. A informação é da promotora Mildred Assis Gonzalez, representante do Ministério Público designada pela Procuradoria Geral de Justiça para acompanhar o trabalho da polícia no caso.

"A polícia pretende preservar as testemunhas e parentes da vítima para que elas não sejam expostas, por esse motivo, o delegado do caso determinou sigilo na investigação", disse a promotora Mildred ao G1 . Com o sigilo, a polícia só deverá dar informações oficiais sobre a investigação após a conclusão do inquérito.

Polícia   O estudante foi morto a tiros quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Sua família diz acreditar que ele reagiu a uma tentativa de assalto. O jovem era velado em Caieiras, na Grande São Paulo, na tarde desta quinta. "É isso o que a polícia precisa esclarecer. Se ele foi morto por vingança ou se foi porque reagiu a um assalto", afirmou Mildred.

Ainda nesta tarde, policiais colhiam o depoimento do vigilante da USP que ouviu o disparo que matou o aluno. Ele era ouvido no prédio do DHPP, no Centro de São Paulo. A testemunha afirma que ouviu o tiro e se escondeu temendo ser baleada. O homem não quis que seu nome fosse divulgado.

Enquanto a Polícia Civil investiga a morte, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) pretende fazer um trabalho em conjunto com a USP para colocar a Polícia Militar no campus. “Agora, independente de estar ou não dentro do campus, a polícia pode ter o trabalho integrado com a segurança da USP, com ações conjuntas.”

O governador acrescentou, porém, que o pedido de auxílio da segurança deve partir da própria universidade. “Universidades como USP, Unesp e Unicamp têm autonomia universitária. [...] Se a SSP for solicitada, ela fará uma base comunitária no campus.”          

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