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Polícia Civil indicia ex-secretário de Habitação de Jandira

Polícia Civil indicia ex-secretário de Habitação de Jandira

Atualizado: Sábado, 22 Janeiro de 2011 as 9:10

A Polícia Civil indiciou nesta sexta-feira (21) o ex-secretário da Habitação de Jandira, Wanderley de Aquino, sob a acusação de assassinar do prefeito da cidade. Segundo a investigação, Aquino planejou o crime e também era o chefe de um esquema de corrupção.

Agora ele é acusado formalmente da morte do prefeito. Wanderley de Aquino foi indiciado por assassinato triplamente qualificado e por tentativa de homicídio. O prefeito Braz Paschoalin morreu a tiros numa emboscada no dia 10 de dezembro. O segurança dele também foi atingido e continua internado em estado grave.

A polícia acusa o ex-secretário de comandar um esquema de corrupção dentro da Prefeitura de Jandira. Wanderley de Aquino, ainda segundo a investigação, queria ter mais controle sobre o orçamento da cidade e, por isso, tramou a morte do prefeito. Matadores de aluguel foram contratados por R$ 600 mil, de acordo com a polícia.

Um dos acusados é um ex-PM que está foragido. Ele foi flagrado por câmeras de segurança de Jandira contando maços de dinheiro na véspera do crime. Testemunhas ouvidas no inquérito confirmaram a ligação dos executores do crime, que também estão presos, com o ex-secretário Aquino.

“Dentro da organização que se criou, essa organização criminosa, ele exercia um papel preponderante. Eu diria até que ele liderava uma boa parte desse esquema”, afirma o delegado Zacharias Tadros.

Cheques que passam de R$ 6 milhões foram apreendidos na casa dele. A suspeita é que seja dinheiro público desviado para o bolso do ex-secretário. “Existem evidências muito fortes nos autos desse desvio de dinheiro, da facilitação em licitações, de contratos conduzidos. Tudo isso vai ser objeto numa segunda fase da investigação”, diz Tadros.

A policia descobriu ainda que Aquino estava comprando uma casa com elevador num condomínio de mansões na região. O indiciamento de Wanderley de Aquino não representa o fim das investigações. “Não foi uma situação de uma pessoa só. É um grupo que se criou e promoveu a morte do prefeito”, afirma Tadros.

Sete pessoas já foram presas até agora. Wanderley de Aquino nega as acusações. O advogado dele aguarda decisão do Tribunal de Justiça sobre o recurso para tirá-lo da prisão.  

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