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Polícia confirma que corpo achado em hotel é de menina desaparecida

Polícia confirma que corpo achado em hotel é de menina desaparecida

Atualizado: Quarta-feira, 2 Março de 2011 as 1:54

A polícia do Rio confirmou que o corpo da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, que estava desaparecida desde segunda-feira (28), foi encontrado num hotel, nesta quarta-feira (2), no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A informação foi passada pelos inspetores Clóvis, da 60ª DP (Campos Elíseos), e Alexandre Dihe, da 61ª DP (Xerém). A menina foi vista pela última vez por volta das 3h de segunda, quando acordou com a chegada do pai em casa. A mãe de Lavínia só percebeu o sumiço quando foi chamar a filha para ir à escola, pela manhã.     A menina foi vista pela última vez por volta das 3h de segunda, quando acordou com a chegada do pai em casa. A mãe de Lavínia só percebeu o sumiço quando foi chamar a filha para ir à escola, pela manhã.

Asfixia

O corpo foi achado por uma camareira do hotel. Segundo a polícia, a menina foi achada embaixo da cama, de bruços, enrolada numa toalha e com o cordão do tênis enroscado no pescoço. A polícia acredita que ele tenha sido morta por asfixia há 2 dias.

A movimentação de policiais e curiosos em frente ao hotel é grande. Chorando muito e bastante abalado com a notícia, o tio da menina esteve no local e, em seguida, saiu em diligência com a polícia.     O caso era investigado como sequestro pelo delegado Robson Costa, da 60ª DP (Campos Elíseos). Durante o inquérito, os pais da menina, a mulher apontada como amante do pai e o ex-marido dela foram ouvidos pela polícia.

Logo após o corpo ter sido encontrado, a amante e seu ex-marido foram levados para a delegacia.

Na noite de terça-feira (1º), uma testemunha afirmou à polícia que viu uma mulher arrastando uma criança com as mesmas características de Lavínia em Duque de Caxias.     Quebra do sigilo telefônico

Ainda na terça, a polícia informou que pediu a quebra do sigilo telefônico dos pais da menina Lavínia e também de Luciene Reis Santana, que seria amante do pai. O inquérito foi instaurado como sequestro e policiais fizeram incursões por outros municípios da Baixada Fluminense, e também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.

Segundo o delegado Robson Costa, a polícia também foi checar a informação de que Lavínia estaria com o ex-marido de Luciene Reis Santana, em Belford Roxo. Luciene é apontado como amante de Rony dos Santos de Oliveira, o pai da menina desaparecida. O ex-marido de Luciene, no entanto, não estava em casa e os vizinhos negaram que ele estivesse com a criança. Além disso, os policias ainda checaram as câmeras de segurança do comércio no entorno da casa da menina, na Rua Nossa Senhora das Graças, no bairro do Divino.

O delegado disse que o resultado da perícia só conseguiu constatar digitais antigas na janela, onde havia marcas de dedo. Para ele, o sequestro pode ter sido realizado por alguma pessoa conhecida de Lavínia. "O que mais me chamou a atenção foi ninguém ter escutado nada, o que leva a crer que a pessoa gozava da confiança da menina", afirmou ele, ressaltando que no mesmo imóvel moram familiares do pai.

Suspeita sobre amante diminuiu

A suspeita do envolvimento da amante no sumiço, segundo o delegado, diminuiu, já que se confirmou a informação de que ela teria usado o Riocard para ir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Luciene nega envolvimento no caso e disse à polícia que não conhecia a menina.

Como foi o caso

Segundo a versão de Andréia, por volta das 3h, o pai teria chegado em casa. A filha, então, acordou e Andréia a levou ao banheiro, depois voltou a dormir. Andréia afirma que trancou a janela do quarto da criança e também a porta de casa, que fica no segundo andar de um imóvel. Às 5h45 ele acordou, como de costume. Não encontrou a filha e viu a porta de casa e a janela do quarto da criança abertas. Rony, neste momento, estava saindo para trabalhar, segundo ela. “Falei pra ele que ela tinha sumido e aí começou o desespero”, contou.

Andréia também contou que, antes do marido chegar, ligou para o celular dele dezenas de vezes e em uma delas uma mulher atendeu.

De acordo com Jorge Claudio Ribeiro, vizinho e amigo do pai, ele havia passado a noite com a amante e os dois teriam brigado. Na discussão, ela teria ameaçado se matar.    

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