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Polícia de SP indicia organizador de rodeio em que quatro morreram

Polícia de SP indicia organizador de rodeio em que quatro morreram

Atualizado: Segunda-feira, 20 Dezembro de 2010 as 4:41

A Polícia Civil em Jaguariúna, no interior de São Paulo, indiciou nesta segunda-feira (20) o organizador do Jaguariúna Rodeo Festival, Valdomiro Poliselli Junior, pela morte de quatro pessoas durante festa realizada em maio de 2009. Ele vai responder por homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal culposa. Procurada, a assessoria do evento informou que até as 16h não havia um posicionamento sobre o fato.

Dois engenheiros responsáveis pelo projeto da arena também devem ser indiciados ainda nesta semana. O Ministério Público pediu o indiciamento em novembro. O promotor Leonardo Romano Soares acredita que eles têm responsabilidade na morte dos jovens.   A Promotoria em Jaguariúna também pediu à Polícia Civil que colha os depoimentos de uma oficial do Corpo de Bombeiros. Ela é a única dos três oficiais ainda não foi ouvida no inquérito policial.

Além disso, o promotor solicitou o depoimento do responsável pela segurança do evento sobre a participação dos profissionais que trabalharam na segurança e de vítimas, para representação criminal contra os indiciados e para obtenção de provas das lesões corporais sofridas.

Tragédia

A tragédia no Rodeio de Jaguariúna aconteceu na madrugada do dia 23 de maio de 2009. Quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas. As vítimas foram pisoteadas durante uma confusão em um dos corredores de acesso à arena, que ficava embaixo da arquibancada, em frente ao palco.

A entrada para o show foi tumultuada. Centenas de pessoas seguiam em direção ao palco, enquanto outras caminhavam no sentido contrário.

Por causa das mortes, a Justiça determinou o cancelamento do evento, que teria shows no sábado e no domingo seguintes. O inquérito policial foi aberto no dia 25 de maio de 2009.

O Ministério Público em Jaguariúna recebeu no dia 23 de junho deste ano o inquérito. O relatório enviado pela Polícia Civil estava baseado em depoimentos e na perícia feita pelo Instituto de Criminalística na época. O laudo divulgado em maio de 2010 aponta várias irregularidades na organização da festa, entre elas superlotação, falta de preparo dos seguranças e deficiência nas saídas de emergência.

Depois da análise do inquérito, o promotor Soares constatou que faltavam alguns depoimentos e por isso reenviou o documento com as solicitações à Polícia Civil.    

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