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Polícia deve ouvir novas testemunhas do caso da menina morta com vaselina

Polícia deve ouvir novas testemunhas do caso da menina morta com vaselina

Atualizado: Terça-feira, 7 Dezembro de 2010 as 9:05

A Polícia Civil de São Paulo deve ouvir, nesta terça-feira (7), novas testemunhas do caso da menina de 12 anos morta após receber vaselina na veia em vez de soro. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), já foram ouvidos até agora: a mãe da menina, a mãe de uma outra garota que estava na mesma enfermaria no momento da aplicação, dois médicos, dois enfermeiros e uma auxiliar de enfermagem. A menina morreu na sexta-feira (3), depois de entrar com sintomas de virose em um hospital.

Ainda não se sabe o horário e quem será ouvido nesta terça pelo delegado José Bernardo de Carvalho Pinto. Na segunda-feira (6), a mãe de Stephane dos Santos Teixeira disse que reconheceu a enfermeira e dois funcionários suspeitos de injetar vaselina líquida em sua filha no lugar de soro fisiológico. A mãe da garota analisou as fotos de 13 pessoas e reconheceu três delas. A enfermeira suspeita não foi encontrada pela polícia.

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriram sindicância para apurar a morte da estudante no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga. A Santa Casa comunicou que a equipe médica envolvida no erro médico foi afastada.

A gestão do hospital municipal é terceirizada para a Santa Casa. Em nota, a entidade comunicou que "os profissionais envolvidos no atendimento da paciente permanecem afastados até a conclusão das apurações". A sindicância do Cremesp apura se houve desvio de conduta ética pelos profissionais de saúde.

Entenda o caso

A garota morreu na sexta-feira (3), depois de entrar com sintomas de virose no hospital. Ela começou a passar mal ao ser medicada e tomar soro. Familiares viram quando uma enfermeira colocou o terceiro tubo e estranharam o fato de o frasco ser de vidro. O tubo era de vaselina.

O documento da morte da criança aponta que 50 ml da substância foram aplicados e atesta que a causa da morte foi reação à medicação.

O caso também está sendo investigado pelo 73º Distrito Policial (Jaçanã). Segundo os policiais, funcionários do hospital envolvidos no incidente começaram a ser ouvidos.    

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