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Polícia diz que corpo carbonizado é de empresário desaparecido

Polícia diz que corpo carbonizado é de empresário desaparecido

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 12:13

Um empresário do ramo automotivo foi encontrado morto em uma área de pasto na noite de quarta-feira (5), na zona rural da cidade de Itamaraju, região sul da Bahia. Segundo a polícia, o corpo de Antônio Marcos Rodrigues, conhecido como ‘Marquinhos da Camauto’, de 33 anos, estava carbonizado nas imediações de uma grande fazenda e foi reconhecido pela polícia e pela família através da cor da pele, de características da aparência física e por objetos pessoais como relógio, carteira e fardamento.

A vítima desapareceu por volta das 10h de terça-feira (4), após ter saído da empresa onde trabalhava, na cidade vizinha de Teixeira de Freitas, para avaliar um carro que teria sido recém-comprado por um suposto cliente, que é indicado pela polícia como autor do crime.

“No mesmo dia, os dois foram vistos em uma loja de autopeças. Identificamos vestimentas, altura e iniciamos diligências de forma ininterruptas, até encontrarmos o carro no dia seguinte”, informa o delegado Marcus Vinícius Almeida Costa, coordenador da 8° Corpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior), responsável pela construção do inquérito.   De acordo com o delegado, o carro pertence a uma professora de 52 anos, que teria sido pivô do crime. “Ela tinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e mantinha também um relacionamento, espécie de namoro, com o autor do crime, durante quatro anos", afirma o delegado. Ele complementa que a pivô ajudava o autor do crime financeiramente.

Diante dos fatos, o delegado relata que há indícios de crime passional, mas a motivação ainda está sendo investigada. Na primeira linha, apontada pelo autor, o crime teria sido praticado a mando de um vereador, mas o fato não foi comprovado. “Ele imputou a um vereador, mas há boatos de que eles são desafetos políticos, já que o autor é costumeiro candidato a vereador em Itamaraju. As investigações não comprovaram isso”, esclarece o delegado.

Dois homens foram identificados como fornecedores das armas para o crime. De acordo com o delegado, eles alegaram que o suposto autor teria dito que estava sendo ameaçado de morte.

O falso cliente está detido na Corpin e poderá responder por homicídio qualificado, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão. O delegado afirma que ele também deve responder por ocultação de cadáver, já que ele tentou destruir o corpo com uso de combustível inflamado e deixando os restos mortais em local ermo.

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