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Polícia do Rio investiga briga que terminou em morte de fuzileiro naval

Polícia do Rio investiga briga que terminou em morte de fuzileiro naval

Atualizado: Segunda-feira, 20 Setembro de 2010 as 5:15

A Polícia Civil analisa se um policial militar será indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), após uma briga na saída de baile funk que resultou na morte do fuzileiro naval Diego Oliveira Maia, de 20 anos. O delegado Marcelo Vieira, da 50ª DP (Itaguaí), disse, nesta segunda-feira (20), que instaurou inquérito sobre o caso e espera concluí-lo em até 30 dias. O crime aconteceu na madrugada de domingo (19), na Rodovia Rio-Santos, na altura de Itaguaí, na Baixada Fluminense.

“Eu ainda tenho cerca de 30 dias para fechar o inquérito. Ainda vou ouvir novas testemunhas e pode ser que o tipo de indiciamento mude”, explicou o delegado.

Briga começou após xixi em estacionamento

De acordo com o delegado, o PM se apresentou espontaneamente horas após o assassinato e confessou o crime. Em seu depoimento, o policial disse que o disparo não foi proposital e que a briga aconteceu após ele fazer xixi no estacionamento da casa de shows onde acontecia o baile funk. Ele contou que foi repreendido pelo fuzileiro e pelos amigos que o acompanhavam.

Segundo o PM, Diego não gostou de ter visto a cena e pediu respeito, já que estava acompanhado da namorada. Segundo o policial, um amigo do marinheiro lhe deu um tapa no rosto e o xingou.

Ainda de acordo com o depoimento do PM, o fuzileiro fingiu que ia pegar uma arma na cintura, e para se defender, o policial sacou sua arma primeiro e apontou para o marinheiro. Segundo o PM, um amigo de Diego o agarrou por trás e lhe deu um soco. Na ação, segundo o policial, a arma disparou e acertou o fuzileiro perto do pescoço.

Testemunhas confirmam versão de policial

O PM contou aos agentes que chamou o Corpo de Bombeiros para ajudar no resgate do fuzileiro. Com medo de represálias dos amigos da vítima, ele se escondeu em um matagal perto da casa de shows e resolveu se apresentar à polícia mais tarde.

O delegado Marcelo Vieira disse nesta segunda-feira (20) que o depoimento do PM foi confirmado por outras duas testemunhas. Ele pretende ouvir ainda nesta semana outras pessoas que presenciaram o crime.

PM apura crime

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou, por meio de nota oficial, que o comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), coronel Maurício Santos de Moraes, abriu um "procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato". A nota diz ainda que o PM "se apresentou espontaneamente e está atuando em trabalhos internos no batalhão".

Postado por: Guilherme Pilão

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