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Polícia do RJ pede quebra de sigilo telefônico de pais de menina sumida

Polícia do RJ pede quebra de sigilo telefônico de pais de menina sumida

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 1:04

A polícia pediu, nesta terça-feira (1º), a quebra do sigilo telefônico dos pais da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, que desapareceu de dentro de casa, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e também de Luciene Reis Santana, a amante do pai.

O inquérito foi instaurado como sequestro. A criança está sumida desde às 5h de segunda-feira (28). Nesta manhã, policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) fizeram incursões por outros municípios da Baixada Fluminense, e também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.

Segundo o delegado Robson Costa, a polícia também foi checar a informação de que Lavínia estaria com o ex-marido Luciene, em Belford Roxo. Mas o homem não estava em casa e os vizinhos negaram que ele estivesse com a criança. Além disso, os policias ainda checaram as câmeras de segurança do comércio no entorno da casa da menina, na Rua Nossa Senhora das Graças, no bairro do Divino.

"O que a gente sabe é que a janela foi aberta espontaneamente, de dentro para fora, e a porta também. Não houve arrombamento", alegou. O delegado disse que o resultado da perícia só conseguiu constatar digitais antigas na janela, onde havia marcas de dedo. Para ele, o sequestro pode ter sido realizado por alguma pessoa conhecida de Lavínia. "O que mais me chamou a atenção foi ninguém ter escutado nada, o que leva a crer que a pessoa gozava da confiança da menina", afirmou ele, ressaltando que no mesmo imóvel moram familiares do pai, Rony dos Santos de Oliveira.

A polícia checou, nesta manhã, três informações do Disque-Denúncia, mas nenhuma delas se confirmou. O delegado pede para que a população continue ajudando. "Pode ser que ela não esteja mais em Caxias. (...) Nossa prioridade é achar essa menina com vida", disse ele.     Reconstituição

Nesta tarde, a polícia pretende refazer todos os passos da menina, antes do sumiço. A ideia é realizar uma simulação informal.

A suspeita do envolvimento da amante, segundo o delegado, foi dominuída, já que se confirmou a informação de que ela teria usado o Riocard para ir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Ainda não temos nada de concreto que nos leve à criança. (...) Nenhuma hipótese pode ser descartada ainda”, disse Robson Costa.

Durante toda a noite de segunda até a madrugada desta terça, a família de Lavínia permaneceu na delegacia atrás de informações que levassem ao paradeiro da menina.

Diligências desde segunda-feira

Na segunda-feira, por volta das 17h40, o delegado deixou a delegacia para fazer nova diligência na casa da criança.

O pai de Lavínia, a mãe, Andréia Azeredo, e ainda a amante de Rony, Luciene Reis Santana, continuaram na delegacia. Com base em depoimentos prestados por eles de manhã, a polícia afirmou que a amante era a principal suspeita. Mas no fim da tarde, o delegado disse que, a partir dos novos depoimentos, não podia mais afirmar o mesmo. Luciene negou as acusações e disse que não conhecia a menina.  

O pai da criança negou que ainda mantinha relações com a amante e a acusou. “Ela gostava muito de mim, não sei porque ela fez isso. Ela falava que se eu não voltasse para ela, ela ia fazer alguma coisa para me prejudicar”, disse ele, chorando.     A mãe de Lavínia disse não saber como tudo aconteceu. “Parece que eu estou em um pesadelo. Jamais você imagina que isso vá acontecer. Estou anestesiada, tentando cair na real”, disse ela.

De acordo com a polícia, Luciene tem três filhos e todos estariam vivendo na casa de uma tia, em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense. Policias estiveram no local, constataram que as crianças estavam lá, mas não encontraram Lavínia.

Como foi o caso

Segundo a versão de Andréia, por volta das 3h, o pai teria chegado em casa. A filha, então, acordou e Andréia a levou ao banheiro, depois voltou a dormir. Andréia afirma que trancou a janela do quarto da criança e também a porta de casa, que fica no segundo andar de um imóvel. Às 5h45 ele acordou, como de costume. Não encontrou a filha e viu a porta de casa e a janela do quarto da criança abertas. Rony, neste momento, estava saindo para trabalhar, segundo ela. “Falei pra ele que ela tinha sumido e aí começou o desespero”, contou.     Andréia também contou que, antes do marido chegar, ligou para o celular dele dezenas de vezes e em uma delas uma mulher atendeu.

De acordo com Jorge Claudio Ribeiro, vizinho e amigo do pai, ele havia passado a noite com a amante e os dois teriam brigado. Na discussão, ela teria ameaçado se matar.    

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