Polícia encontra pontos de escavação em casa de suspeito pelo sumiço de Eliza

Polícia encontra pontos de escavação em casa de suspeito pelo sumiço de Eliza

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 5:04

A Polícia Civil de Minas informou no início da tarde desta quarta-feira que identificou pontos para escavação na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, suspeito de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, 25, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, suspenso do Flamengo. A polícia agora investiga se o corpo da jovem foi enterrado na residência, que fica em Vespasiano.

Com um radar, a perícia identificou um vão embaixo de uma escada na casa e vai começar a escavar. Policiais usam um britadeira para escavar o local. Um cão farejador labrador também acusou que algo pode estar enterrado no local.

Um perito disse que o equipamento pode localizar ossos enterrados. O GPR, como é chamado equipamento usado pela equipe, pertence ao departamento de geologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Três técnicos participam das buscas.

Dois cães foram levados na tarde de hoje à casa do ex-policial para farejar o local em busca do corpo de Eliza Samudio. Um cão é labrador e o outro, golden.

As buscas na casa do ex-policial foram retomadas na manhã de hoje. Santos está preso desde a semana passada por suspeita de participação no crime. Também estão presos o jogador e mais seis pessoas, além de um adolescente - primo de Bruno -, que está apreendido.

Ontem, a polícia realizou também buscas no sítio do goleiro, em Esmeraldas. O trabalho no local durou até a madrugada e contou com a presença de Sérgio Rosa Sales Camelo, também primo de Bruno e suspeito de participação no crime. A polícia não informou se foi encontrada alguma prova no sítio, mas as buscas devem ser retomadas ainda hoje no local.

A Defesa do jogador e de mais cinco pessoas indicadas como participantes do crime afirmou que deve pedir habeas corpus as grupo até o fim da semana. Segundo o advogado Frederico Franco, que trabalha na defesa deles, o inquérito possui mais de 1.500 páginas, que devem ser analisadas antes de ser dada a entrada no pedido de liberdade.

Por Hudson Corrêa

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